Finalmente temos uma boa notícia na dupla Gre-Nal, que dá um pouco mais de esperança, pelo menos para um dos lados. O Grêmio vê nascer e crescer Gabriel Mec. Tem brilhado e ganho mais espaço no time do Luís Castro. Longe de “estar pronto”, trata-se de uma luz no fim do sombrio e profundo túnel em que nossos times estão.
Se esperava muito do meia há bastante tempo, desde a base é uma grande aposta, vale milhões de euros na multa rescisória, com certeza pode ser um cheque em branco para o tricolor num futuro breve. Ainda não faz diferença em campo, não pode ser chamado de craque, até para não exagerar nos elogios e colocar pressão no guri.
É, sim, uma ótima novidade que vem da Arena em 2026. Quem sabe possa ser o principal elemento de uma retomada gremista rumo a coisas melhores. O Inter não tem um talento emergente igual a Mec, longe disso. E teve nos últimos dias, senão uma notícia, movimentações que são no mínimo interessantes para que o nosso futebol recupere a força que se acostumou a ter.
Primeiro, evolui a iniciativa do multicampeão e ex-jogador Paulo César Tinga para ajudar o clube. Para quem não sabe, o Tinga é uma das pessoas mais respeitadas e bem relacionadas do Rio Grande do Sul. Sua reputação e a forma como conduz os negócios fora do esporte são dignos de elogios constantes.
Um baita cara, que está liderando o planejamento para reformular o CT Parque Gigante, com espaço para que as categorias de base possam retornar para perto do profissional do Inter. Igualmente marcado por títulos na história colorada, Rafael Sóbis fez duras críticas à estrutura do sub-20, que está fazendo fiasco na Série B do Brasileirão da categoria e teve mudanças de gestão em função disso.
A base precisa estar forte. Se o Inter não tem um Gabriel Mec, que os ídolos tenham sucesso em suas iniciativas para melhorar as coisas. Porque o resto continua sem grandes inspirações dentro de campo. São cinco rodadas antes da Copa do Mundo. Os dois times precisam evoluir. Será que conseguem?

