Juliano Kimura alerta para setores que não podem ficar para trás na revolução da IA

Durante o Find 2026, painelista falou ao Coletiva.net sobre os impactos da Inteligência Artificial no mercado

Na segunda edição do Fórum do Mercado e Indústria Digital (Find), profissionais da indústria criativa circularam pela Unisinos Porto Alegre, sede do evento realizado na quarta-feira, 29. Após sua palestra, Juliano Kimura, head do Ecossistema AI Brasil, falou ao Coletiva.net sobre os impactos da Inteligência Artificial no mercado e apontou quais setores precisam acelerar sua adaptação diante das transformações tecnológicas.

Para Kimura, praticamente nenhum segmento pode ignorar os avanços da IA sem correr riscos. “Eu acho que ninguém pode ficar para trás, porque, se ficar, vai ser pego de surpresa”, pontuou. 

Na avaliação dele, a Educação aparece como uma das áreas mais urgentes nesse processo. Segundo o especialista, o setor precisará trabalhar fortemente cultura, conscientização e adaptação para preparar profissionais e estudantes para os novos cenários. “Com certeza, é a primeira linha de frente”, analisou.

Além disso, Kimura apontou que áreas ligadas à Criação e ao Audiovisual já vivem uma transformação acelerada impulsionada pela Inteligência Artificial. “Produção de texto, áudio, vídeo, criativos, séries e filmes: essa revolução está acelerada nesses processos”, comentou.

Outro ponto de atenção destacado pelo especialista é a segurança digital. Para ele, os avanços da IA exigirão investimentos crescentes em biometria, autenticação e proteção de dados. “Teremos um grande problema com questões de segurança digital por conta dos avanços de IA”, alertou.

É preciso começar agora

Durante a conversa, Kimura também falou sobre os desafios enfrentados pelas empresas no processo de adoção da Inteligência Artificial. Segundo ele, um dos maiores equívocos das organizações é não agir. “O maior erro de uma empresa é não começar”, resumiu.

Na visão do palestrante, pequenas empresas, estudantes e empreendedores individuais tendem a adotar novas tecnologias com mais rapidez do que grandes corporações, justamente por enfrentarem menos barreiras internas. “Isso acaba forçando as grandes empresas a acelerarem esse processo”, explicou.

Para Kimura, além da adoção inicial, as empresas precisam construir uma base sólida de cultura organizacional voltada para Inteligência Artificial. “Tudo isso ainda está desestruturado”, observou. Segundo ele, fortalecer essa estrutura será essencial para enfrentar futuras transformações tecnológicas. “Independentemente de quais revoluções vierem, a empresa estará mais preparada para se adaptar”, concluiu.


O time de jornalistas de Coletiva.net acompanha, direto da Unisinos Porto Alegre, a segunda edição do Find, evento voltado a Branding e performance. Realizado em 29 de abril, o encontro reúne profissionais e especialistas para discutir tendências e práticas do setor. Durante a cobertura, como media partner, são produzidas matérias e entrevistas para o portal, envio de newsletters especiais, drops em Coletiva.rádio, além de repercussão e conteúdos exclusivos para as redes sociais. A cobertura conta com o apoio da Prefeitura de Porto Alegre.

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