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In Forma (20/05/2026)

LULA NÃO É GETÚLIO

Em 3 de outubro de 1953, o então presidente Getúlio Vargas assinou a lei 2.004 criando a Petrobrás. Virando as costas para todos aqueles “técnicos” que diziam que o Brasil não tinha condições para explorar o seu subsolo e devia chamar empresas especializadas nisso, obviamente norte-americanas e inglesas, a lei assinada por Getúlio estabelecia, sem deixar nenhuma dúvida, o monopólio estatal sobre a pesquisa, extração e refino do petróleo no Brasil.

Hoje mais de 70 anos depois, as chamadas Terras Raras substituem o petróleo como a maior riqueza disponível no subsolo do Brasil e despertam a cobiça das grandes potências do mundo.

Só que o presidente do Brasil não é mais um nacionalista como foi Getúlio Vargas, mas um entreguista como Lula da Silva.

Embora tenha dito que foi mapeado apenas 30% dos locais onde estariam esses minerais, Lula se apressou a oferecer aos Estados Unidos, a China, e quem mais se interessar, a possibilidade de vir aqui no Brasil para prospectar essa riqueza.

Como foi com o petróleo, Lula e seus ingênuos seguidores, repetem a mesma história: venham ao Brasil explorar essa nova riqueza do nosso subsolo, mas, por favor, respeitem a nossa soberania.

Ele foi muito claro no mais entreguista dos seus últimos discursos quando convidou empresas dos Estados Unidos, China, Alemanha, França e quem mais se interessar, a explorar as nossas reservas de terras raras e minerais críticos, “sem vetos ou preferências, desde que a soberania nacional seja respeitada e o processamento dos minerais seja feito em território brasileiro.

Ou seja: as mesmas condições que as petroleiras norte-americanas, inglesas ou holandesas praticam há décadas no mundo inteiro.

Ao contrário do que aconteceu com a Petrobrás, ainda que hoje cada vez mais ela esteja ficando nas mãos dos investidores estrangeiros, as mineradoras vão arrancar toda riqueza que puderem do solo, vender os minerais no exterior, embolsar a maior parte dos lucros e quando eles acabarem irão embora para cuidar dos seus negócios em outros lugares.

Mas é claro que mesmo assim essas multinacionais estarão respeitando a soberania nacional porque foi o próprio presidente do País quem as chamou.

Autor

Marino Boeira

Formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), foi jornalista nos veículos Última Hora, Revista Manchete, Jornal do Comércio e TV Piratini. Como publicitário, atuou nas agências Standard, Marca, Módulo, MPM e Símbolo. Acumula ainda experiência como professor universitário na área de Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e na Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos). É autor dos livros ‘Raul’, ‘Crime na Madrugada’, ‘De Quatro’, ‘Tudo que Você NÃO Deve Fazer para Ganhar Dinheiro na Propaganda’, ‘Tudo Começou em 1964’, ‘Brizola e Eu’ e ‘Aconteceu em…’, que traz crônicas de viagens, publicadas originalmente em Coletiva.net. E-mail para contato: [email protected]
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