LULA NÃO É GETÚLIO
Em 3 de outubro de 1953, o então presidente Getúlio Vargas assinou a lei 2.004 criando a Petrobrás. Virando as costas para todos aqueles “técnicos” que diziam que o Brasil não tinha condições para explorar o seu subsolo e devia chamar empresas especializadas nisso, obviamente norte-americanas e inglesas, a lei assinada por Getúlio estabelecia, sem deixar nenhuma dúvida, o monopólio estatal sobre a pesquisa, extração e refino do petróleo no Brasil.
Hoje mais de 70 anos depois, as chamadas Terras Raras substituem o petróleo como a maior riqueza disponível no subsolo do Brasil e despertam a cobiça das grandes potências do mundo.
Só que o presidente do Brasil não é mais um nacionalista como foi Getúlio Vargas, mas um entreguista como Lula da Silva.
Embora tenha dito que foi mapeado apenas 30% dos locais onde estariam esses minerais, Lula se apressou a oferecer aos Estados Unidos, a China, e quem mais se interessar, a possibilidade de vir aqui no Brasil para prospectar essa riqueza.
Como foi com o petróleo, Lula e seus ingênuos seguidores, repetem a mesma história: venham ao Brasil explorar essa nova riqueza do nosso subsolo, mas, por favor, respeitem a nossa soberania.
Ele foi muito claro no mais entreguista dos seus últimos discursos quando convidou empresas dos Estados Unidos, China, Alemanha, França e quem mais se interessar, a explorar as nossas reservas de terras raras e minerais críticos, “sem vetos ou preferências, desde que a soberania nacional seja respeitada e o processamento dos minerais seja feito em território brasileiro.
Ou seja: as mesmas condições que as petroleiras norte-americanas, inglesas ou holandesas praticam há décadas no mundo inteiro.
Ao contrário do que aconteceu com a Petrobrás, ainda que hoje cada vez mais ela esteja ficando nas mãos dos investidores estrangeiros, as mineradoras vão arrancar toda riqueza que puderem do solo, vender os minerais no exterior, embolsar a maior parte dos lucros e quando eles acabarem irão embora para cuidar dos seus negócios em outros lugares.
Mas é claro que mesmo assim essas multinacionais estarão respeitando a soberania nacional porque foi o próprio presidente do País quem as chamou.


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