Muitos pensadores já discorreram sobre o ato de ler e sua importância no desenvolvimento da cidadania. Paulo Freire, por exemplo, dizia que a leitura é um ato político e libertador e que a leitura não é um simples ato de consumir textos, mas um processo de reinventar e reescrever o que foi lido. Aristóteles pregava que a leitura é o caminho mais curto para o conhecimento. Enquanto Kafka ensinava que um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós. Por isso, hoje a coluna fala de um curso de leitura e de dois lançamentos de livros nos próximos dias.
O Instituto de Letras da UFRGS tem um grupo de leitura de literatura brasileira feminina, chamado Mulheres Além do Cânone, que promove um curso de literatura feminina no século XX. São encontros que ocorrem em seis sábados, um em cada mês, de março a julho, e no segundo semestre de agosto a dezembro. A cada encontro uma obra de uma década de grandes autoras, nem sempre com o devido reconhecimento público. Em parceria com a Fundação Ecarta, o curso Mulheres Além do Cânone fornece certificado de extensão para quem tiver presença regular.
A proposta é redescobrir a literatura brasileira a partir das vozes das escritoras mulheres historicamente marginalizadas. No próximo sábado, 23, o encontro tratará sobre a obra Vertigens, de Laura Linhares. O livro prende o (a) leitor (a) de uma forma que quando se começa a leitura não se deseja parar, numa ânsia de descobrir logo o final. O mais interessante é que o curso/clube de leitura é todo ministrado por alunos de Letras da UFRGS. Devorei o livro em três dias.
E como tudo na vida é política (na minha singela opinião), o deputado federal Paulo Pimenta lança seu livro “Da Resistência à Reconstrução – a Luta por Justiça e Democracia”, na sexta-feira, 22, às 18h30, no Clube de Cultura (Ramiro Barcelos, 1853). Nele, Pimenta compartilha relatos, bastidores e reflexões com o olhar de quem sempre esteve na linha de frente na luta pela nossa democracia. Com o prefácio assinado pelo presidente Lula, a obra conta a missão de Pimenta na reconstrução do Rio Grande do Sul durante a enchente de 2024, a maior tragédia climática já vista no Estado.
Para quem aprecia o bom jornalismo, como ele sempre deveria ser, segue uma dica. O Humberto Trezzi lança no dia 27, a partir das 18h, no Espaço Amelie ((Vieira de Castro, 439), o livro “Crime S.A. – 40 anos de investigação jornalística”. Trata-se de uma compilação de 11 temas que nortearam matérias investigativas do jornalista, que tem mais de quatro décadas de atuação na reportagem de Zero Hora. Convivi diariamente com o Trezzi durante 15 anos e posso afirmar, sem medo de errar, é um dos melhores repórteres em atividade no jornalismo brasileiro. Um jornalista que honra a profissão. E um especialista na área de segurança. O livro é uma publicação da Carta Editora. E vale muito a leitura.


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