
Começou, oficialmente, a 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Aproveitando o bom tempo, a cerimônia de abertura do evento foi realizada na tradicional Rua Coberta – em 2023 e 2024 a cerimônia teve que ser realizada dentro do prédio da Sociedade Recreio Gramadense, por conta do mau tempo. Com o espaço cheio, autoridades, comunicadores e público em geral se reuniram a partir das 16h desta sexta-feira, 15.
Na cerimônia, a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk, falou sobre a retomada do setor criativo no Rio Grande do Sul. “Acho que é um retorno importante depois do festival do ano passado, que tinha o aeroporto fechado, e não conseguimos trazer todas as pessoas para Gramado”, contou Rosa Helena, em conversa com a imprensa.
“O Festival de Cinema de Gramado é uma joia do audiovisual brasileiro”, declarou o governador do Estado, Eduardo Leite. “Estamos muito felizes de poder ser grandes parceiros do evento em mais uma edição.”, afirmou. As autoridades do Estado também estavam acompanhadas do presidente da agência de turismo federal, a Embratur, Marcelo Freixo. “Estamos vendo o Brasil bater recorde de turistas estrangeiros, e isso não é só pelas praias bonitas. O elemento decisivo que faz as pessoas virem para cá e não para outras cidades é a cultura, é a expressão cultural, é a diversidade cultural” afirmou.
As canções performadas levaram o público a clássicos da música brasileira, como Homem com H, de Ney Matogrosso; Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu e popularizado por Carmem Miranda; e Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, mas também trouxeram clássicos da França e Itália.
“O que seria de cinema sem a música?”, ponderou o maestro Julio Cesar Wagner, que regeu a performance. “Então, a gente junta as duas coisas e acaba tornando um evento inesquecível para quem está nos assistindo”, concluiu. A orquestra teve a companhia da banda Trio e também do Governador do Estado, que cantou a canção La vie en rose (A Vida em Cor-de-Rosa), música tradicional da cultura francesa.
Logo após a abertura, o tapete vermelho, substituído por um azul especialmente para a premiére do filme ‘O Último Azul’, serviu de passarela para o ator Rodrigo Santoro. Ele é a estrela do filme dirigido por Gabriel Mascaro, que narra uma sociedade distópica, onde idosos são exilados do Brasil. “Uma temática absolutamente universal. É sobre como nós, sociedade, nós todos, lidamos com o envelhecimento, lidamos com os idosos. É um olhar atento, investigativo sobre isso. É urgente que pensemos a respeito disso”, enalteceu Santoro.
A equipe de Coletiva.net acompanha o 53º Festival de Cinema de Gramado, realizado de 13 a 23 de agosto, na Serra Gaúcha. Nesta edição, o apoio é da Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), que enviou estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda para reforçar a cobertura. O público pode conferir matérias e entrevistas exclusivas sobre o evento no portal, repercutidas nas redes sociais – Facebook e Instagram -, além de drops em Coletiva.rádio.

