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‘Tambor da Aldeia’ destaca morte de jornalistas na guerra da Ucrânia

O Departamento de Direitos Sociais e Imprensa Livre da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) divulgou a edição de julho do boletim ‘Tambor da Aldeia’, elaborado pelo vice-presidente Vilson Romero. Entre os destaques internacionais, estão os 33 jornalistas que já perderam a vida na guerra da Ucrânia desde o início dos ataques russos, em 24 de fevereiro. Além disso, outros 15 profissionais seguem desaparecidos. Com esses números, o país se tornou um dos locais mais perigosos do mundo para a atuação da imprensa.

Ainda no cenário mundial, a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) lançou uma campanha global pedindo que o governo norte-americano retire todas as acusações contra Julian Assange e permita que ele volte para casa. Em 17 de junho, o Reino Unido aprovou a extradição do fundador do Wikileaks para os Estados Unidos, onde será julgado pela divulgação de dados secretos do governo. Se for considerado culpado, ele pode pegar uma pena de até 175 anos.

No Brasil, o informativo também denuncia que, em Sergipe, os repórteres Jéssika Cruz e Genildo Gois foram atingidos por pedras durante a cobertura da 83ª edição da Festa do Mastro. Os profissionais estavam em cima de um mini trio elétrico quando ocorreram as agressões. No Espírito Santo, a repórter Daniela Carla, da TV Gazeta, foi ameaçada e obrigada a deixar uma comunidade quando cobria tiroteios e confrontos entre traficantes. A Guarda Municipal apura o caso. 

O ‘Tambor da Aldeia’ ainda relata que, em 22 de julho, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus os três investigados pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Desse modo, os irmãos Amarildo e Oseney Oliveira, assim como Jefferson Lima permanecerão detidos. Além disso, os jornais O Globo e A Tribuna tiveram ganho de causa determinado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em ação movida pelo fotógrafo Naum Mendes.

O autor foi tema de reportagens nos dois noticiários, após fazer um ensaio fotográfico em uma praia de Santos, enquanto vigorava um decreto de fechamento do local por causa da Covid-19. Mendes relatou que recebeu diversas críticas e ofensas nas redes sociais, por conta das matérias. Porém, o relator do caso entendeu que o fotógrafo decidiu “desrespeitar a norma por vontade própria”. A edição completa do boletim está disponível neste link.

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