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Pesquisa mapeia relação da saúde emocional com o consumo de notícias

Levantamento aponta que volume e tema das informações causam ansiedade em pelo menos 50% das pessoas

Estar informado é essencial, porém, quando o consumo de notícias começa a causar sintomas de ansiedade, estresse e insegurança, deve-se ficar alerta para não provocar ou intensificar transtornos mentais. Pensando nisso, uma pesquisa da plataforma de saúde corporativa OrienteMe ouviu 558 pessoas para entender qual é a relação da saúde emocional com a abundância de informações dos dias atuais. Pelo menos 50% dos participantes relataram que o volume e tema das informações são fatores que geram ansiedade.

Dos dados obtidos, 21,1% responderam que se informam pelas redes sociais, 15,6% por portais on-line, 13,5% com telejornais e 9,4% por sites de jornais. Outros 9% afirmaram que acessam conteúdo noticioso via YouTube, 8,1% pelo WhatsApp ou Telegram e 5,7% por podcast. Mais da metade também informou que consome notícias duas vezes por dia ou mais. Essas pessoas, com idades entre 14 e 74 anos, foram ouvidas em junho e julho de 2022.

Infodemia

Um dos motivadores da pesquisa foi analisar o consumo excessivo de notícias, considerando a velocidade com que as informações circulam por diferentes veículos. Com a chegada da pandemia da Covid-19 e todos os questionamentos relacionados à doença, vacinas e possíveis tratamentos, o termo infodemia passou a ser mais utilizado. Seu significado está relacionado ao fluxo de informações que se espalham pela internet sobre um assunto específico, que se multiplicam de uma forma muito acelerada em um curto período devido a um evento específico.

Nesse sentido, a pesquisa percebeu que as notícias mais consumidas pelo público estão relacionadas à saúde, representando 10,3%, ficando logo atrás assuntos sobre a economia (9,6%), previsão do tempo (9,4%), política (8,4%), tecnologia (8,3%) e educação (7,5%). A pesquisa ainda mostrou que, entre pessoas de 14 e 30 anos, os temas mais consumidos são previsão do tempo e saúde. Já entre quem tem 30 e 50 anos, a editoria de saúde se destacou. Sobre os que têm mais de 50 anos, economia é o tipo de notícia mais consumida.

Saúde mental

Perguntados se conversaram com o psicólogo sobre a ansiedade causada por determinadas notícias, 64% responderam que não costumam falar sobre isso e 33,5% falaram que conversam apenas quando são afetados de alguma forma. Dos que responderam que conversam com seus terapeutas sobre o estresse em relação às notícias, 42,8% notou melhora na forma de lidar com as informações consumidas nos noticiários.

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