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‘Tambor da Aldeia’ de outubro destaca ameaças e agressões contra jornalistas

O Departamento de Direitos Sociais e Imprensa Livre da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) divulgou a edição de outubro do boletim ‘Tambor da Aldeia’, que possui curadoria do vice-presidente Vilson Romero. Entre os destaques nacionais estão as recentes ameaças e agressões sofridas por jornalistas do Espírito Santo, do Goiás, do Rio de Janeiro e de São Paulo. 

Em 23 de outubro, o cinegrafista Rogério de Paula, da Inter TV, do Rio de Janeiro, foi agredido enquanto cobria a resistência do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) a um mandado de prisão. Na ocasião, um assessor do vereador Robson Souza (PSDB) atacou o profissional que, ao cair, foi atingido na cabeça pela própria câmera. Além disso, em Aparecida, no interior de São Paulo, a repórter Daniella Lopes e o cinegrafista Tales de Andrade, da TV Vanguarda, foram hostilizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a visita do governante à Basílica, na tarde de 12 de outubro. A CNN Brasil flagrou o episódio e seguranças tiveram que intervir para proteger os profissionais.

Também em São Paulo, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e outros cinco veículos de mídia que integram o Projeto Comprova se livraram de processos movidos pelo presidente paulista do PTB, Otávio Oscar Fakhoury. Em 16 de outubro, o juiz Henrique Paiva julgou improcedente a ação que solicitava indenização por danos morais, retratação e direito de resposta em razão de uma verificação de fatos de agosto de 2021 publicada pelos alvos da ação. 

Cenário mundial

No Quênia, o jornalista paquistanês Arshad Sharif foi morto pela polícia na noite de 23 de outubro, após ultrapassar uma barreira perto de Nairóbi, montada para identificar um carro roubado que teria crianças sequestradas. Os policiais dispararam nove vezes contra o veículo do profissional, que foi atingido por uma bala na cabeça. As autoridades alegaram que o caso foi um acidente devido a um caso de “identidade equivocada” durante uma busca por “um carro semelhante”.

Na Colômbia, o ativista Rafael Emiro Moreno, diretor do jornal Voces de Córdoba, foi morto a tiros em 16 de outubro, na cidade de Montelíbano. O profissional, que se encontrava sob proteção policial em razão de diversas ameaças, foi alvejado no restaurante em que era dono. A Unidade Nacional de Proteção (UNP) tinha designado um guarda-costas para protegê-lo, mas, naquele dia, o jornalista deu folga ao segurança. Mais notícias sobre a liberdade de imprensa no Brasil e no mundo podem ser conferidas no boletim completo preparado pela ARI neste link.

 

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