No próximo domingo, 20, às 18h30, o escritor e publicitário gaúcho Everton Behenck lançará o livro ‘Entre o Céu e o Sal’, em sessão de autógrafos no Espaço Agulha (Rua Conselheiro Camargo, nº 300, Bairro São Geraldo), dentro da programação do FestiPoa Literária, em Porto Alegre. A obra se passa na cidade do Rio de Janeiro e retrata conflitos sociais em um futuro pós-apocalíptico, provocado por uma crise climática. Além disso, o exemplar conta com uma capa desenvolvida por inteligência artificial.
“A ideia do livro surgiu em 2017, mas é algo que venho pensando há muitos anos. Nasci na periferia e vi de perto as mudanças sociais, religiosas e culturais. A crise climática, do trabalho. O vício digital”, afirma Everton. Na história, a Zona Sul do Rio de Janeiro foi totalmente tomada pela água do mar. Os ricos expulsaram os moradores dos morros para dar lugar aos novos bairros. Aos pobres, a única alternativa foi invadir os prédios alagados e construir ali as novas favelas.
A capa de ‘Entre o Céu e o Sal’ foi desenvolvida totalmente a partir do trabalho da inteligência artificial Midjourney, que cria imagens a partir de descrições textuais. Para isso, então, foram escolhidas palavras-chave que representavam a trama e, após, elas eram introduzidas no software, que reuniu os elementos da ilustração.
Confira a sinopse de ‘Entre o Céu e o Sal’:
O nível do mar subiu, alagando a Zona Sul do Rio. A elite expulsou os moradores dos morros para dar lugar aos novos bairros. Aos mais pobres, restou invadir os prédios alagados, criando ali as novas favelas. Neste Brasil, Zias vai encontrar seu destino. Criado no exílio pela mãe, ele acaba órfão, vivendo nas ruas de Lisboa em meio ao crime, às drogas e ao vício digital. Um dia, ele recebe a revelação de que seu pai estaria vivo e somente o filho poderia salvá-lo. Zias parte para o Rio e se descobre “escolhido” para assumir a igreja evangélica liderada por seu pai. Durante a jornada de Zias para cumprir a profecia paterna, vemos um Rio onde a Milícia convertida foi legalizada, uma nova droga assola as igrejas e onde trabalhadores de aplicativo fazem qualquer coisa por alguns trocados. Um Brasil em que Estado e religião se fundiram sob a bênção da democracia em um cenário incomodamente real. Em seu romance de estreia, Everton Behenck nos leva a questionar quão distante estamos da realidade desta ficção especulativa.

