Para José Nunes, presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), 2022 foi marcado pela realização de eventos por parte da entidade. Ele revelou, em conversa com a equipe de Coletiva.net, ainda, que a instituição esteve atenta a “todas as formas de ataques aos veículos e profissionais da imprensa, sempre com um posicionamento firme em relação às liberdades”.
Além disto, a associação buscou uma maior aproximação com entidades do interior do Estado. “Estivemos presentes nos congressos da Associação dos Diários do Interior (ADI) e da Associação dos Jornais do Interior (Adjori). Também marcamos presença na Serra Gaúcha, durante entrega da premiação da seccional da ARI em Caxias do Sul”, relembrou o dirigente.
Entre as conquistas de 2022 estão a realização do Fórum Internacional de Gestão Ambiental (FIGA), depois de dois anos de ausência, em função da pandemia e a segunda edição do Prêmio ARI de Assessoria de Imprensa. Nunes também destacou a criação do Memórias dos Jornalistas, disponível no site da instituição, que faz uma homenagem póstuma a profissionais, além do Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo, que ganhou uma categoria nacional.“Assim, os gaúchos que atuam em outros estados ou países podem concorrer à premiação mais importante do Estado e a mais longeva do Brasil ainda em vigor”, comemorou.
O fim de 2022, porém, foi marcado por “momentos em defesa da liberdade de expressão”, de acordo com o presidente. “Para a Associação, a atuação da imprensa na busca de informações verdadeiras é papel fundamental dos meios de Comunicação”, completou. Ele, ainda, destacou a importância de profissionais e veículos seguirem os princípios básicos do Jornalismo: “Ouvir todos os lados, conferir a veracidade de fatos e manter fontes confiáveis”.
Quadro social
No último ano, a ARI registrou “algumas baixas” no quadro social. “Demissões e mortes de colegas contribuíram para isso. Contudo, as novas premiações têm atraído sócios de diferentes segmentos”, informou Nunes. Segundo ele, os prêmios anuais somaram mais de 500 inscritos, o que resultou, também, na adesão de novos associados.
Já para 2023, embora veja que haja dificuldade por conta do fechamento de redações de impressos, o sentimento é de otimismo. “A ARI seguirá apoiando iniciativas de combate às informações fraudulentas e aos ataques às liberdades de imprensa, expressão e à democracia”, completou. Além disso, Nunes espera que haja mais um avanço neste sentido e que o “Jornalismo volte a retomar plenamente o seu protagonismo na divulgação das notícias”.

