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Federação Internacional de Jornalistas apela pela segurança de profissionais

Em lista anual, entidade registrou 68 mortes de comunicadores

Em 2022, segundo levantamento da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), 68 profissionais de imprensa foram mortos, ante 47 de 2021, o que demonstra uma reversão na tendência de queda dos registros. Com isso, a entidade reiterou para este ano um apelo por maior proteção aos comunicadores e alertou que o não enfrentamento à violência pode comprometer o regime democrático.

“Esses números mostram que não há fim para a crise de segurança no Jornalismo e, ao contrário, representam uma ameaça real do retorno da temporada aberta aos profissionais de mídia em muitas partes do mundo”, diz o secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger. Para enfrentar o problema, a organização pede uma convenção internacional das Nações Unidas dedicada à proteção dos profissionais.

Ainda de acordo com o secretário, o aumento nos assassinatos de jornalistas e outros trabalhadores da mídia são um alerta para que os governos de todo o mundo tomem medidas de defesa ao Jornalismo. “A omissão em agir apenas encorajará aqueles que buscam suprimir o livre fluxo de informações e minar a capacidade das pessoas de responsabilizar seus líderes, inclusive para garantir que aqueles com poder e influência não se interponham no caminho de um processo aberto e inclusivo”, completa.

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