Na tarde deste domingo, 8, uma multidão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiu e depredou os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto. Conduzidos por um grupo insatisfeito com os resultados das eleições de 2022, os atos antidemocráticos repercutiram em todo o País e até mesmo na mídia internacional. Entidades da Comunicação também se juntaram às manifestações de repúdio.
Em nota, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) definiu o incidente como uma “ação criminosa praticada com a conivência evidente das forças policiais do Distrito Federal”. “O mínimo que se espera é que, além do mau servidor público, todos os vândalos identificados, seus apoiadores e financiadores também sejam responsabilizados criminalmente na forma da lei”, defende a entidade gaúcha no comunicado.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) replicou a nota emitida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em que se solidariza com profissionais agredidos durante a cobertura dos eventos. “É inadmissível a omissão do governo do Distrito Federal, bem como a leniência de parte das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal diante da escalada anticonstitucional do bolsonarismo”, pontua-se no comunicado.
A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) também condenou, por meio de nota oficial, as invasões e atos de depredação. Para a entidade, “a violência praticada extrapola o direito constitucional, uma vez que ultrapassa os limites da razoabilidade e, com isso, transforma a manifestação legítima em figura atípica à Legislação Brasileira, afrontando assim o Estado Democrático de Direito”.
Também se somou às manifestações de repúdio a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc-RS). “Nossa democracia não pode aceitar que terroristas tenham liberdade para depredar o patrimônio público, invadir instituições e agredir os profissionais da imprensa no exercício da profissão”, defende a entidade em publicação nas redes sociais. Na nota ainda se defende “punição aos vândalos e aos que financiam e apoiam a violência”.
Confira abaixo a íntegra das manifestações:
Associação Riograndense de Imprensa (ARI):
Alinhada à defesa intransigente dos valores democráticos no país, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) manifesta veemente repúdio ao ato de vandalismo empreendido no domingo, por manifestantes bolsonaristas na praça dos Três Poderes, em Brasília, com invasões e depredações dos prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto. A ação criminosa foi praticada com a conivência evidente das forças policiais do Distrito Federal, o que resultou na exoneração e no pedido de prisão do ex-secretário brasiliense. O mínimo que se espera é que, além do mau servidor público, todos os vândalos identificados, seus apoiadores e financiadores também sejam responsabilizados criminalmente na forma da lei. Mais do que isso: o ato terrorista evidencia igualmente a urgência no desmonte dos acampamentos de golpistas nas proximidades dos quartéis e na responsabilização dos militares que os apoiam.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors):
O Brasil assistiu neste domingo, 8, a lamentáveis ataques à democracia brasileira, promovidos por bolsonaristas que não aceitam o resultado das eleições. O Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidos, depredados e saqueados por terroristas a serviço de uma força política fascista, que tem como principal líder o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os 31 sindicatos de jornalistas filiados repudiam de forma veemente a invasão aos prédios públicos e os ataques à democracia brasileira. O evento acontece uma semana depois de o País assistir a uma linda, diversa e inclusiva festa cívica, na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A Fenaj e os sindicatos filiados denunciam firmemente esse agrupamento que insiste em desafiar a Constituição, mantendo acampamentos em frente a quartéis do Exército, promovendo ações terroristas em Brasília e pedindo intervenção militar.
É inadmissível a omissão do governo do Distrito Federal, bem como a leniência de parte das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal diante da escalada anticonstitucional do bolsonarismo. Em qualquer país moderno e democrático, atitudes como as que temos visto no Brasil seriam severamente reprimidas e punidas, em defesa do bem maior e coletivo.
Os jornalistas brasileiros, no exercício de seu trabalho profissional, têm sido vítimas de intimidações e agressões por membros e apoiadores desse grupo político violento e antidemocrático. São centenas os casos registrados nos últimos anos, quase uma dezena apenas na primeira semana deste ano.
Exigimos a apuração e rigorosa punição dos responsáveis por este grave atentado à democracia brasileira, incluindo financiadores e realizadores. Alertamos, ainda, para a necessidade de as forças de segurança combaterem o cerceamento ao trabalho dos jornalistas, vítimas recorrentes da onda de violência das hordas bolsonaristas.
Solidarizamo-nos com as equipes de imprensa agredidas e colocamos as estruturas sindicais à disposição da categoria.
Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert):
A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) manifesta seu absoluto repúdio aos atos violentos ocorridos ontem, 8 de janeiro de 2023, nas sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A Agert condena as invasões e atos de depredação a prédios públicos, e toda manifestação que não seja pacífica e entende que a violência praticada extrapola o direito constitucional, uma vez que ultrapassa os limites da razoabilidade e, com isso, transforma a manifestação legítima em figura atípica à Legislação Brasileira, afrontando assim o Estado Democrático de Direito.
Esperamos que a Democracia e o Estado de Direito saiam ainda mais fortalecidos após esses lamentáveis fatos e que o País possa voltar o foco para o desenvolvimento econômico e social.
Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul:
A Arfoc-RS manifesta total repúdio aos atos antidemocráticos que ocorreram no domingo, 8 de janeiro, no Distrito Federal. Nossa democracia não pode aceitar que terroristas tenham liberdade para depredar o patrimônio público, invadir instituições e agredir os profissionais da imprensa no exercício da profissão!
Há relatos de que, pelo menos, 10 profissionais da imprensa foram agredidos durante a cobertura da invasão ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF). Que os envolvidos sejam identificados e punidos com o rigor da lei!
Nossa luta pela valorização da nossa categoria é, principalmente, a luta por respeito aos profissionais da imagem e imprensa em geral. Nos unimos às demais entidades de classe em denúncia aos atos de vandalismo, contra os terroristas que não aceitam o resultado de uma eleição democrática.
Punição aos vândalos e aos que financiam e apoiam a violência. Somos solidários a todos os profissionais da imprensa e nos colocamos à disposição!

