Em 2022, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) registrou 87 ataques à credibilidade da imprensa. O número faz com que o tipo de episódio seja o mais comum, mesmo com queda de 33,6% em relação ao ano anterior, em que foram contabilizados 131.
A segunda categoria com mais ocorrências foi a de ameaças, hostilizações e intimidações, com crescimento de 133,33%, somando 77 registros, 44 a mais do que no período anterior. Em seguida, encontra-se a censura, que foi o tipo mais reportado em 2021. “A queda foi de 54,96% e muito provavelmente se deu pela diminuição de denúncias e não dos episódios propriamente ditos, a grande maioria na Empresa Brasil de Comunicação (EBC)”, aponta o relatório da Fenaj.
Agressões verbais tiveram queda de 20,69%, em comparação com o ano anterior. Porém, os ataques físicos aumentaram em 88,46%, indo de 26 para 49. Já os impedimentos ao exercício profissional tiveram alta de 200%: foram sete casos em 2021 e 21, em 2022. Também houve registro da subida de abusos cibernéticos (125%) a veículos de Comunicação, passando de quatro para nove ocorridos.
Segundo a presidente da Fenaj, Samira de Castro, os números são resultados da tensão política do País. “A sociedade passa, nesse momento de nervosismo, a questionar as instituições estabelecidas. A imprensa é uma delas. Então a gente precisa de um discurso institucional que valorize o Jornalismo profissional a partir de agora”, declara.
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