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Violência contra comunicadores pauta reunião de entidades com a Secom RS

Situação da TVE e FM Cultura também foi questionada pela Arfoc/RS, pelo Sindjors e pelo Sindicato dos Radialistas RS

A violência contra profissionais de Comunicação e a situação da rádio FM Cultura e da TVE foram os principais assuntos abordados na reunião de entidades representativas e a secretária estadual de Comunicação, Tânia Moreira. Participaram do encontro, na última quarta-feira, 8, os presidentes: Laura Santos Rocha, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors); Ricardo Malheiros, do Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul; e Rodrigo Ziebell, da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado (Arfoc/RS). A advogada Danielle Ramos Garcia também acompanhou a conversa.

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, os representantes entregaram à gestora pública o gibi ‘Mexeu com uma, mexeu com todas’. A publicação mostra as principais lutas enfrentadas pelas mulheres no mundo corporativo, como violência de gênero, desigualdade salarial, racismo e empoderamento. Com quatro páginas, a obra está sendo distribuída pelas entidades e movimentos sociais para trabalhadores. O conteúdo também está sendo divulgado nas redes sociais. Disponível para parcerias com organizações de outros estados, o material pode ser acessado no site da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS). 

Ao apresentar os dados do Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil de 2022, elaborado pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), à secretária, os representantes conversaram sobre a proteção de jornalistas, radialistas e fotojornalistas. Nesse sentido, também foi debatido como a Brigada Militar pode auxiliar nos momentos de conflito e como melhorar a abordagem da polícia aos colegas no exercício profissional.

Outra questão considerada fundamental pelas entidades é a situação dos trabalhadores da FM Cultura e da TVE. Tânia garantiu que o governo não pretende extinguir as emissoras, pelo contrário, está investindo financeiramente para viabilizar o funcionamento dos veículos. Sobre este tema, há um acordo firmado com os sindicatos de Radialistas e de Jornalistas, diante do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que impede qualquer demissão antes do trânsito em julgado das ações. 

Conforme a gestora, profissionais que estavam cedidos estão retornando e a intenção é garantir uma grade de programação com qualidade para a população. Como exemplo, Tânia deu a cobertura do Carnaval de Porto Alegre neste ano. Os integrantes das entidades reforçaram que estão unidos em prol dos comunicadores e não aceitam interferências que gerem prejuízos a eles. Ao acreditar na importância de uma emissora pública com qualidade e conteúdo, as organizações defendem investimentos em profissionais capacitados e em equipamentos necessários. 

Para finalizar, foram abordados o valor dos sindicatos e associações de cada categoria e a importância da filiação e manutenção das mensalidades em dia pelos  trabalhadores representados por elas. Isso porque há pagamentos a serem feitos a advogados, economistas, contadores, funcionários, taxas e outros compromissos que respaldam as ações executadas. 

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