O novo episódio de ‘(Re)contar’ já está no ar em Coletiva.tv. Nesta semana, Gabi Lorscheiter recebeu o doutor em Comunicação, pesquisador e palestrante Dado Schneider, perfilado em Coletiva.net há 18 anos. Ao relembrar a trajetória, ele afirmou: “Eu, palestrante, surgi no quarto ano do ensino fundamental”.
“Quando um trabalho em grupo da escola estava ‘mais ou menos’, davam-me para apresentar e eu fazia um show”, relembrou. A habilidade, que o acompanha desde o colégio, foi importante no início da carreira como publicitário, “bem cedo, eu já fazia ótimas apresentações de campanha”. Desde lá já se via como professor e, logo depois de se formar na faculdade, começou a lecionar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).
Nas palestras, que ministra desde 2009, sente-se como se estivesse com estudantes. “Com anos de experiência ‘nas costas’, quando vou para cima de um palco, estou dando aula”, contou. Das salas, tirou a ideia da “palestra muda”, onde retém a atenção do público e transmite conhecimento sem precisar falar. “Percebi que os alunos começaram a brincar com torpedos no celular, o que causava uma dispersão”, contextualizou. Por intuição, escureceu o local e pôs o texto que falaria em slides, que eram trocados “freneticamente”, com diferentes cores aliadas a uma música em inglês. “Com o corpo teatralizei, mas não falei, e eles largaram os telefones. Pensei: tenho um método aí”, completou.
Por conta de sempre tentar inovar, Dado já estava pronto para encarar as mudanças impostas pela pandemia antes de elas surgirem, como afirmou. Desde 2019, apresentava as ‘Lives Dadomingo’, transmissões semanais nas redes sociais, em que aproveitou para testar novos formatos. “Eu me mexia, saía de quadro, estalava os dedos e pedia para prestarem atenção. Desenvolvi uma linguagem para o on-line”, pontuou. Com isso, o profissional começou a ser indicado para quem buscava por eventos remotos: “Cheguei a dar 90 palestras digitais em 2020”.
Confira o episódio na íntegra:

