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Ímpeto social e histórico, diz Débora Pradella sobre acervo de Zero Hora

A plataforma digital GZH, do Grupo RBS, é finalista do prêmio latino-americano ‘Digital Media Awards’, oferecido pela World Association of News Publishers (Wan-Ifra), com o Acervo Histórico de Zero Hora. E, para entender como o projeto foi idealizado e a importância da indicação, a reportagem de Coletiva.net conversou com a gerente de Produto e Experiência de Usuário (UX Design) do conglomerado midiático, Débora Pradella. De acordo com ela, a ferramenta surgiu da necessidade de oferecer diferenciais para os assinantes, além de “um ímpeto social e histórico”.

Segundo a gestora, a ideia para o acervo começou em 2019, após uma consultoria que resultou, também, no lançamento do novo aplicativo de GZH, além de agregar a ele as aplicações dedicadas ao Grêmio e ao Internacional. A partir disso, foi criada uma estratégia que contempla diferentes modalidades de assinatura, sendo uma delas a ‘GZH Premium’, específica para os assinantes do jornal impresso e que fizeram a migração para o digital. “Esse produto, obviamente, precisaria ter diferenciais em relação aos outros dois planos mais baratos. Com isso, o Acervo veio para complementar essa oferta”, explicou.

Até então, as edições impressas de ZH não tinham sido digitalizadas, processo que foi iniciado com a idealização do produto. Ele compila as 11.976 capas de publicações veiculadas de 1964 a 1998 e a íntegra de 12.316 tiragens, de 1999 até os dias atuais, o que significa a disponibilização de mais de 24 mil registros. “É a história do nosso País e do Estado contadas pelas páginas do jornal. Como fazer com que todo esse acervo que estava aqui, sem ninguém poder consultar, fosse transformado em algo facilmente disponível?”, contou sobre a motivação para o projeto.

Desde agosto de 2022 no ar, foi a partir de janeiro que o produto passou a ganhar mais atenção, contando com ações para a geração de leads. Uma delas foi um chamado na página inicial de GZH perguntando ao usuário se “ele quer receber a capa do jornal do dia do nascimento dele”. Em contrapartida, conforme Débora, o interessado precisaria fazer um cadastro, com identificação e e-mail, informações que são utilizadas para manter contato com a pessoa e para a sua conversão a assinante. “Está sendo uma estratégia muito bem-sucedida. Já geramos um volume bem grande de potenciais consumidores. O produto provou que tem muita gente interessada e nos ajuda a impulsionar a carteira de assinantes”, avaliou.

Apesar do “sucesso” do produto até aqui, a profissional explicou que ainda não há planos para sua expansão ou lançamento de projetos que se conectem a ele. Isso ocorre pois, no momento, o entendimento é de que se deve acompanhar o desempenho da funcionalidade, quanto à profundidade e à frequência de utilização por parte dos usuários. “Estamos atuando em várias frentes, mas não necessariamente na evolução do Acervo. Acho que agora é um período de análise, de aprendizado e de feedback para futuras decisões”, informou.

Premiação

Para Débora, a indicação à categoria de Melhor Conceito de ePaper no Digital do prêmio ‘Digital Media Awards’ é uma forma de validar o êxito do Acervo Histórico. Essa, no entanto, não é a primeira vez que o Grupo RBS concorre à premiação, que rendeu, mais recentemente, a condecoração de Melhor Site de Notícias da América Latina para GZH, em 2019. “Nós sempre inscrevemos projetos nesse concurso. Então, ficamos muito felizes e orgulhosos com a oportunidade. É um produto construído a muitas mãos, com o envolvimento de mais de 20 colaboradores, por isso é um reconhecimento muito gratificante”, completou.

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