Dos porões ao Salão Alberto Pasqualini. Por algumas semanas, é nesse ambiente nobre do Palácio Piratini que algumas equipes da Secretaria de Comunicação do Rio Grande do Sul (Secom-RS) trabalharão provisoriamente. Estão nesse espaço profissionais das áreas de Jornalismo, Monitoramento e Redes Sociais. A mudança ocorre devido às obras na Casa Militar, situada no térreo do prédio, que impactam o local original da pasta, localizado no subsolo.
Processos de requalificação da estrutura de 102 anos ocorrem desde o ano passado. A ação envolve recuperação minuciosa de obras de arte, fachadas e ambientes internos. Realizados em etapas, os trabalhos devem seguir até o início de 2024. “Estamos quase na fase final de restauro das 23 pinturas murais do Aldo Locatelli que temos na ala governamental”, disse o diretor de Conservação e Memória do Palácio Piratini, Mateus Gomes.
O gestor explica que as obras acontecem enquanto os profissionais seguem atuando no estabelecimento. São cinco contratos de restauro e todos que trabalham na sede do Executivo estadual convivem com obras. “Equipes vão para outros prédios, agrupam-se em salas para liberar outra dependência. E a redação da Secom, que é bem numerosa, conseguiu seguir em ação em um lugar superprivilegiado. Dos porões da Legalidade para o Salão Alberto Pasqualini”, comenta. O profissional se refere ao porão do Palácio Piratini, onde, em 1961, o então governador Leonel Brizola comandou a ‘Campanha da Legalidade’, mobilização que buscou o cumprimento da Constituição.
Local histórico
Para o diretor de Redes Sociais da Secom, Guilherme Hamm, trabalhar em um prédio icônico do Estado já é algo diferenciado para quem faz a Comunicação do governo. A mudança, no entanto, para um dos locais mais nobres do palácio, “é ainda mais especial”. “O salão Alberto Pasqualini representa a fascinante história política e cultural do Rio Grande do Sul. Entre uma pauta e outra, agora podemos admirar as obras de Locatelli com ainda mais atenção”, afirma.
O salão foi formatado para receber a Secom. Um grande tapete vermelho cobre o piso onde foram instaladas mesas, cadeiras, computadores, impressoras, telefones e armários. Para tanto, o local merece todo um cuidado. “Nós, que trabalhamos muito com criatividade, estar em um espaço histórico como esse é bastante inspirador e uma responsabilidade, no sentido de garantir a preservação desse patrimônio público”, destaca o diretor de Jornalismo, Ismael Moreira. O comunicador acredita que, em breve, o salão voltará a abrigar grandes eventos. “E nós estaremos aqui também, mas em um outro papel, o de fazer a cobertura jornalística”, conclui.

