Foi descoberto nesta sexta-feira, 22, que o corpo encontrado na última quarta-feira, 20, dentro de uma geladeira em Aracaju, no Sergipe, pertence ao jornalista, radialista e advogado gaúcho Celso Adão Portella. O cadáver do profissional, que teria 80 anos se fosse vivo, estava no local desde 2016, de acordo com a Polícia Civil do estado nordestino. A causa da morte está sob investigação. Nas décadas de 1970 e 1980, ele atuou nas rádios Farroupilha e Gaúcha.
Natural de Ijuí, fez a vida em Porto Alegre, onde também manteve um escritório de advocacia, segundo o irmão Paulo Portella. No entanto, em 2001, ele se mudou para o Espírito Santo, após a morte da mãe. Naquele ano os parentes perderam o contato. “Eu sequer sabia que ele estava em Aracaju. Somos 12 irmãos, e alguns acabaram se distanciando. Mesmo assim, a notícia foi um choque. Ele sempre foi muito bom, uma pessoa muito boa”, contou em entrevista ao Portal G1. A vítima tinha quatro filhos, que devem viajar a Sergipe para buscar o corpo para a realização do velório e do enterro, marcados para acontecerem em Porto Alegre.
A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), em nota, lamentou com “profundo pesar esse fato que toma características macabras”. “A direção e o
Conselho Deliberativo da entidade se solidarizam com os familiares de Portella, ao mesmo tempo que pedem celeridade na investigação, e a pronta responsabilização dos responsáveis pelos crimes”, diz a manifestação.
O caso
De acordo com a Polícia Civil, o corpo de Celso foi encontrado dentro de uma mala, em uma geladeira no apartamento de uma enfermeira de 37 anos e da filha dela de quatro anos. A mulher afirmou aos policiais que não matou o jornalista e que os dois tinham um relacionamento amoroso. Em 2016, ao chegar em casa do trabalho, ela teria o encontrado morto e com medo do julgamentos das outras pessoas, decidiu escondê-lo no local.
O caso foi descoberto por um oficial de justiça, que executava uma ordem de despejo no local na última quarta-feira, 20. Presa preventivamente, ela é suspeita de ocultação de cadáver e de maus-tratos contra a filha por a ter exposto a essa situação. A menina foi acolhida pelo Conselho Tutelar, enquanto a mãe foi encaminhada para uma avaliação psiquiátrica. A causa da morte de Celso está sob investigação pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) de Sergipe. Caso sejam encontrados indícios de morte violenta, a enfermeira pode ser responsabilizada.
Confira a manifestação da ARI:
Nota de pesar
Na semana do dia do radialista, uma notícia choca a imprensa gaúcha e brasileira, com a identificação do corpo do jornalista e radialista, Celso Adão Portella. O seu corpo foi localizado na quarta-feira (20), em um apartamento localizado no Bairro Suíssa, em Aracaju, no Sergipe. A descoberta foi feita por um oficial de justiça, e por um homem contratado para fazer a retirada dos móveis do local, durante o cumprimento de uma ordem de despejo. A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), lamenta com profundo pesar esse fato, que toma características macabras, uma vez que Portella estaria morto desde 2016. A direção e Conselho Deliberativo da ARI se solidarizam com os familiares de Portella, ao mesmo tempo que pede celeridade na investigação, e a pronta responsabilização dos responsáveis pelos crimes.

