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Pelo menos 12 jornalistas foram mortos na guerra entre Hamas e Israel

Levantamento, que ainda cita profissionais feridos e desaparecidos, foi realizado pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas

De acordo com levantamento do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pelo menos 12 jornalistas foram mortos e oito ficaram feridos nos nove dias de guerra entre o grupo palestino Hamas e Israel. Além disso, dois profissionais se encontram desaparecidos. Em primeiro informe, publicado no fim da última semana, a entidade divulgou que nove comunicadores tinham morrido no conflito. 

Desta vez, entre as vítimas, conforme destaca o CPJ, está o profissional da agência de notícias Reuter Issam Abdallah, que morreu aos 37 anos na sexta-feira, 13, por conta de um bombardeio no sul do Líbano. Ele cobriu eventos marcantes, como o terremoto na Turquia, em fevereiro, e a Guerra da Ucrânia. 

Coordenador da organização para o Oriente Médio e Norte da África, Sherif Mansour enfatiza que jornalistas são civis “realizando um trabalho importante durante tempos de crise e não devem ser alvo das partes em conflito”. “Milhões de pessoas em todo o mundo contam com os repórteres na região para obter informações precisas sobre o confronto. Esses profissionais, assim como todos os civis, devem ser respeitados e protegidos”, pontua. 

Apelo

Na última sexta-feira, 13, a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) fez um apelo à Unesco, agência da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável pela proteção aos comunicadores, para que faça o possível para assegurar a integridade dos profissionais que cobrem os conflitos. A entidade ainda defendeu que as partes na guerra respeitem o direito internacional humanitário e a Carta das Nações Unidas.

No Brasil, a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, diz estar acompanhando os desdobramentos dos ataques e que a situação dos jornalistas na Palestina é bastante delicada. Para a gestora, é preciso salientar que o Jornalismo não é crime. “E os profissionais infelizmente estão bastante desprotegidos com a ofensiva de Israel, que não tem poupado a população civil e muito menos os mensageiros que são os trabalhadores e as trabalhadoras que fazem chegar à população do seu entorno a cobertura desse conflito.”

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