- Quem é você, de onde vem e o que faz?
Sou Larissa Roso, tenho 46 anos, jornalista graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Vivo com dois amores: Roberto e Filó. Nasci em Cachoeira do Sul e passei a infância e a adolescência em Montenegro – mas me considero porto-alegrense pelo tempo decorrido.
- O que mais te moveu para ter escolhido a carreira em comunicação?
Acho que um pouco de cada coisa que todo mundo costuma dizer ao justificar a escolha pelo Jornalismo: sempre gostei de ler, escrever e viajar. Quando guria, mais do que viajar propriamente, gostava de sonhar com as viagens que gostaria de poder fazer no futuro. Sempre fui encantada pelo mapa-múndi, por aviões voando, pela possibilidade de ir de um lugar a outro. E acho que outra característica fundamental para seguir esse caminho foi o interesse pela vida das pessoas, pelas histórias, pelas escolhas, pelo que acontece a cada uma delas.
- Você recentemente integrou a equipe do SBT RS, como editora de texto. Como tem sido essa nova experiência?
Maravilhosa. Nunca pensei em trabalhar em televisão e tive um grande estranhamento nos primeiros dias. Hoje acho muita graça e sinto uma certa vergonha das minhas primeiras dúvidas. Foi um mergulho num universo totalmente diferente, com linguagem própria, processos muito distintos. Mas hoje já parece que estou há anos aqui – e faz só quatro meses. Claro que ainda tenho muito o que aprender, mas percebo a grande distância que já percorri desde o dia 1 até agora. Cheguei fazendo as perguntas mais básicas e dias atrás me peguei explicando o funcionamento da redação para uma correspondente do interior que nos visitava. Fiquei feliz quando me dei conta disso. Tenho certeza de que a acolhida e a paciência dos colegas são fundamentais nesse meu ‘letramento’ televisivo.
- Qual foi o maior desafio do processo de transição da redação para a TV?
Pensar com cabeça de TV. A minha cabeça é de jornal, de texto longo, de entrevistas longas, de informações muito detalhadas. Foi nesse universo, bem diferente, que me formei e vivi durante a maior parte da minha carreira. O rádio entrou mais recentemente, e com certeza foi uma ótima “escala” entre o jornal e a TV. Mas quero dizer que ainda estou em processo de transição para o pensamento de TV. TV é imagem, é objetividade, é movimento. Tem coisas que já introjetei bem, claro, mas outras ainda são desafiadoras e mais lentas para desenvolver. Tudo é um aprendizado – e aprender é algo empolgante, que nos renova, nos motiva. Aprender algo totalmente novo com quase 30 anos de profissão é muito legal.
- Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Espero poder ter a sorte de continuar fazendo algo que me deixa feliz, perto das pessoas que me são mais caras.

