A jornalista Ana Pozzobon está se reposicionando no mercado da Comunicação após uma década vivendo em Cachoeira do Sul, onde esteve focada no Agronegócio. “Senti necessidade de voltar às minhas atividades. Fazer o que realmente faço desde os 17 anos, quando comecei minha carreira de radialista na rádio Medianeira, de Santa Maria”, contou em conversa com a reportagem de Coletiva.net. Nesse novo momento, ele trabalhará em assessoria de imprensa e relacionamento ao lado de Almir Freitas, na Uffizi Comunicação Empresarial.
Com experiências em rádio e TV, como produtora e repórter, em assessoria de imprensa e na organização de eventos, Ana defendeu que “o relacionamento é a peça-chave para desenvolver esta prestação de serviços”. “A tecnologia e as inovações fazem parte dos recursos indispensáveis para a nova geração de bons resultados ao cliente, mas a parte humana, a capacidade de se relacionar e ‘abrir portas’, na minha opinião, ainda permanecem sendo o carro-chefe”, acrescentou.
Humildade, energia e vontade
A jornalista considera que as características individuais de todos os profissionais devem ser respeitadas e isso tem sido um dos pilares do relacionamento com Almir: “Falamos muito a respeito antes de decidirmos nos unir e prestar um trabalho de qualidade”. “Eu venho do rádio e isso me caracteriza. Eu sempre disse pra não me colocarem em uma redação de jornal. Ninguém me aguentaria, eu falo demais”, brincou. Ana entende que o alinhamento das particularidades de cada um é o que permite a definição de ações e atitudes frente ao mercado. “Estamos certos e confiantes que nossa aproximação gerará bons frutos”, assegurou.
Feliz por voltar à ativa, ela expressou gratidão pelo reencontro e pela acolhida de Almir, um profissional que, para a jornalista, credencia qualquer atividade na Comunicação. “Sua credibilidade por onde atuou o torna um profissional ideal para trabalhar e construir uma assessoria que deverá reunir as experiências já vividas por ambos”, declarou. Ana ainda reafirmou seu compromisso junto aos colegas jornalistas e clientes: “Retorno ao mercado com muita humildade, energia e vontade de ser e fazer as pessoas felizes e contentes com nosso trabalho”.
Defensora do bom Jornalismo
No período em que esteve Cachoeira do Sul, Ana não chegou a abandonar completamente a Comunicação. “Tive oportunidade de ter meus programas jornalísticos em duas emissoras diferentes, por um período que me trouxe muitas alegrias e realizações e me fez ver, por outro ângulo, o que é morar no interior”, contou. Ela também se envolveu em atividades da Liga Feminina de Combate ao Câncer, do Rotary, além de campanhas políticas e assessoria.
Para a jornalista, estar na posição de uma pessoa de fora da cidade e mesmo assim receber respeito e admiração por expressar suas opiniões no microfone trouxe reflexões sobre como realizar um bom trabalho é fundamental: “Isso é um legado”. “Eu venho de uma geração em que fazer Jornalismo era um ato heroico. Não tínhamos nada de tecnologia, nada que usufruímos hoje era próximo do que tínhamos para fazer uma pauta, cobertura, entrevista ou reportagem. Era jurássico, mas ao mesmo tempo maravilhoso. A adrenalina, a criatividade, a ousadia e as fontes fiéis eram nossas ferramentas de trabalho”, acrescentou.
Ela relembrou alguns trabalhos marcantes pelos quais foi responsável, como uma entrevista exclusiva que realizou aos 18 anos com Paulo Maluf antes da votação do Colégio Eleitoral, em 1985. Ana também conseguiu se infiltrar na ‘Casa da Dinda’, a mansão da família Collor, antes da posse de Fernando Collor. “Viver do passado não. Mas é preciso repassar, principalmente aos mais jovens, que não ter medo de ousar e ter coragem, audácia e respeito, podem ser instrumentos importantes para ser um profissional competente, respeitando as fontes, que ainda são peças-chave no Jornalismo coerente”, afirmou.
Reinvenção
Ana sente que as experiências profissionais que teve ao longo da carreira moldaram o seu perfil como pessoa e como jornalista. Ela entende que ser uma profissional oriunda dos veículos de Comunicação garante uma visão mais assertiva sobre o que pode ser repassado aos colegas. “É uma arte diária e habilidosa manter um bom relacionamento neste triângulo que são os veículos de Comunicação, as assessorias e os clientes. Nossa capacidade de reciclar atitudes e conhecimentos é rotina, bem como nos reinventamos a cada novo episódio de trabalho. Isso nos fortalece e nos habilita para esta relação gratificante na troca de informações”, finalizou.

