Prestes a completar duas décadas na Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o jornalista Francisco Brust foi alçado ao cargo de gerente-executivo da entidade. Ele, que está desde 2006 na organização, deixou os cargos de coordenador de Capacitação e assessor de imprensa e passou a ocupar o posto deixado por Francisco Schmidt, que se tornou gerente de Relações Institucionais. Ainda não há uma definição de quem assumirá as funções que antes eram do comunicador.
Em conversa com a reportagem de Coletiva.net, ele comentou sobre o novo momento, que considera uma honra, mas também uma responsabilidade. “Eu tenho a sorte de continuar trabalhando junto com o com o antigo gerente para poder tirar dúvidas e clarear pontos”, acrescentou. Francisco ressaltou que, ao longo dessas duas décadas na Agas, consolidou a carreira para além da Comunicação, tendo coordenado o Agas Jovem e também a área de Capacitação.
Comunicação com a sociedade
O jornalista entende que a transição de cargo está relacionada diretamente às transformações que o presidente Lindonor Peruzzo Junior tem promovido na entidade. “Acho que pelo tempo de casa e por conhecer o associado eu acabei casando bem com o projeto”, pontuou. Francisco também acredita que a base no Jornalismo contribui para o projeto da atual gestão. “Um dos vértices é o da Comunicação com a sociedade”, explicou.
Nesse sentido, um dos primeiros movimentos operacionais foi a criação de novos espaços de interação, o que vai desde o WhatsApp até a modernização nos envios de mala-direta. “Esse é um dos desafios que temos na Agas para esse triênio de gestão, de 2025 a 2027, e espero que a minha experiência possa ajudar nesse processo”, afirmou. Entre as atribuições de Francisco como gerente-executivo, estão o cuidado, a organização e a execução de projetos de um modo financeiramente saudável. “E torná-los um sucesso de público e de crítica, que façam sentido para o associado”, acrescentou.
Além disso, ele atuará para que a Agas esteja cada vez mais envolvida nas dores dos membros, indo dos que têm uma única loja até os que têm uma rede de 500 pontos de venda: “É o mesmo associado para nós”. “Queremos ouvi-los, saber quais são os problemas e os gargalos, buscar soluções para esses problemas e fazer da entidade um local de troca e de aproximação. A partir disso, podemos construir uma instituição ainda mais forte politicamente e representativa”, defendeu.
Três pilares
Esse fortalecimento político, inclusive, é a maior prioridade da Agas atualmente. “Acreditamos que precisamos ser mais fortes junto aos poderes”, afirmou. A ideia é levar aos representantes políticos as necessidades e as contribuições que o setor pode fazer. “Em segundo lugar, queremos que o associado se sinta parte do processo, melhorando nossos produtos de acordo com a necessidade”, destacou. O terceiro eixo é “manter o que está sendo muito bem feito”, como eventos e cursos. “Estamos sempre com novos projetos em vista, mas vamos continuar realizando grandes eventos, aproximando dos supermercados fornecedores, indústrias, produtores rurais e distribuidores, criando um ecossistema de negócios e de relacionamento, que é o que a Agas já faz muito bem, mas queremos fortalecer ainda mais”, finalizou.

