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As coisas bem ditas

Por Flavio Paiva

Existem muitas coisas que são bem ditas. Muitas. Frase ou partes de frases que resumem alguma verdade ou um pensamento profundo.

O tempo agora está pra isso: resumos. Apesar de termos muito tempo por estarmos trabalhando em home office, não ter deslocamento ao trabalho, etc, isso vai por água abaixo quando enfrentamos uma realidade que exige, no âmbito empresarial, respostas muito rápidas e precisas aos novos e impressionantemente desafiadores cenários. Preciso ser assertivo embora, em muitos momentos, isso não seja tarefa fácil. Porque esse é um cenário totalmente novo, jamais ocorreu antes. E neste caso, há muitas variáveis novas e intermináveis dúvidas.

Parte delas pode ser respondida com informação, fatos e dados. Este trinômio potencializa as chances de irmos rumo ao acerto, ao êxito. As coisas são fundamentais. Sem informação, não é possível nem mesmo subsistir. Quando o homem das cavernas ignorava que tinha predadores, era devorado. Aprendeu rápido. Fatos e dados medidos são fundamentais para que saibamos para que lado as coisas estão se movendo, como estão acontecendo e por que.

Entretanto, há uma parte das dúvidas que ainda está sem resposta. Como quando toda essa quarentan termina, de qual forma, como será o novo normal, como serão as relações humanas daqui pra frente, qual o tamanho do prejuízo da economia mundial e como sair dele.

Como eu disse, fazendo uso de informação, fatos e dados, respondemos a muitas perguntas. Mas para as outras, temos que lançar mão de uma coisa bem dita: que entre a raiz e a flor, há o tempo e o espaço. A frase não é minha, mas não consegui pesquisando na internet encontrar UM único autor. Foi atribuída a várias pessoas, de tal forma que vou ficar devendo a autoria. O resumo é que para muitas coisas, teremos que ter (mais) paciência, dando tempo ao tempo. Para que as coisas tomem mais forma, para que haja definições mínimas, para que se desfaça um pouco da névoa que está encobrindo nosso olhar, impossibilitando um olhar em perspectiva.

Então, teremos que em alguns momentos que fazer consulta não ao Google, mas ao baú das coisas bem ditas. E ter paciência. Mas isso não significa ficar parado, mas fazer reflexão. Nos informarmos(não, não significa consumir conteúdo sobre o Coronavirus, seja de veículos de comunicação (nesses, pela linha editorial apavorante que adotaram), seja de grupos, seja de outras fontes não exatamente competentes para fornecer informações sérias e com uma abordagem relevante. Cuidado! (Para não ficar doentes mentalmente), refletirmos, tentarmos enxergar o mais longe possível e sim, agir! Mesmo com paciência e dando tempo ao tempo, não significa paralisia. De forma alguma. Nesses tempos, manter o equilíbrio possível. E seguir em frente, com confiança e certeza.

Autor

Flavio Paiva

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