Dia desses estava ouvindo um podcast que aborda a importância de ter a sua marca pessoal no negócio, algo que o diferencie dos demais, que remeta uma lembrança característica daquele nome, uma referência na cabeça dos clientes. “Qual é o seu tempero?”, do Pedro Superti, aborda esse tema e inspirou a coluna desta semana.
Ele dá o exemplo da Fafá de Belém, que quando estava iniciando a carreira foi orientada a “disfarçar” os seios para fazer sucesso, pois o volume estava fora do padrão. Ela hesitou e disse que não faria isso pois os peitos eram a sua assinatura. O resultado? Fafá é essa peituda que todos conhecemos, com todo o sucesso que ela fez e faz ainda. No mesmo momento me veio à cabeça os cabelos da Betânia (quem nunca falou do cansaço do pente dela!?), as xuquinhas da Xuxa, o corte Chitãozinho (salve Sandy e Junior!) e o bigode do meu querido chefe da Casa Civil, Otomar Vivian. São marcas que ficam e acompanham a memória daqueles que admiram, convivem ou reconhecem o trabalho de pessoas que têm realmente algo marcante.
Replicando ainda as ideias do Superti, ele destaca que podemos usar uma frase para caracterizar alguém, por exemplo. Lembrou do Faustão (ô loco meu), do Silvio Santos (quem quer dinheiiiiro?) e eu acrescento o mediador das lives da AGV, nosso maestro Everton Netto (Fala, galera! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim, porque comigo está tudo ótimo!). Quando temos a referência, todo o resto vem acompanhando. E os sons? Quem corria para a frente da televisão a cada “Tãn tãn tãn tãn tãn tãn tãn tãn” do plantão da Globo? E a abertura dos seriados do Netflix (tã rãnnnn)? São sons que remetem à marca e fixam na nossa memória. Mais um ponto que me chamou a atenção nestas dicas foi sobre algo físico, como acessórios, roupas. Pode ser um óculos (Xicão Toffani, que bom que já está tudo bem! Jô Soares, que saudade eu sinto das madrugadas contigo e com aquele desfile de modelos no rosto!), uma roupa (Steve Jobs deveria ter o closet todo com jeans e camiseta preta). Ainda temos tatuagens (!), brincos, relógios (Faustão também entra aqui nessa lembrança), dentes e cabelos (Ronaldo e Ronaldinho combinaram até no nome!). O importante é ter algo que mostre a sua personalidade! Pode ser um sotaque diferente no meio de um montão de gaúchos, já diria a minha amiga arquiteta Karine Mello, que carrega a risada e a leveza do Nordeste pelas ruas da nossa Capital. Tem ainda marcas que contam histórias, que na decoração, nas cores, na linguagem ou em detalhes, contam e exploram de onde vieram, quais foram as suas inspirações, o que carregam na bagagem. Há um universo de possibilidades a ser exploradas.
Eu acrescentaria nessa lista coisas intangíveis, como a autenticidade, a sinceridade, a autoconfiança, a opinião. São marcas mais observadas pelas clientes mais próximos, mas algo que te faz ser ainda mais único e diferenciado. Tudo isso conta muito e têm um valor imensurável, sem dúvida. A pergunta que fica é: o que faz os seus clientes lembrarem de você?


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