Vamos falar de relevância de pauta? Tanto para oferecer como para cobrir, independente de que lado estamos fazendo jornalismo. “As pessoas precisam entender a relevância do que tem de informação”, me disse uma colega durante uma conversa há poucos dias. Sabemos – ou deveríamos saber – quando algo é diferente, é urgente, é polêmico. Em suma: o que é interessante e qual o timing para trabalhar, assim como o repórter que tem a noção do que pode render e do interesse que o tema tem para o público.
Quem já trabalhou em algum lugar que diariamente existe contato direto com colegas de veículos sabe do que estou falando. Os caras são ninjas e vão atrás da info até conseguir. Tem assessores que dificultam o acesso, que protegem a notícia e que na hora que precisam “vender” uma pauta para o mesmo repórter, não compreendem o porquê não emplacam ou não tem a atenção que julgam merecer.
Agora tá chegando o Dia dos Namorados e chovem projeções de vendas, de produtos, ticket médio, faturamento e tudo mais que quem trabalha com economia/varejo sabe de cór. Anota aí e vê se já não tem pauta sobre isso pipocando por aí. Mas como fazer o teu cliente ser a fonte, já parou para pensar? Só a informação é commoditie. Vai lá no balcão, põe a barriga lá, tenta pescar algo diferente, que te atrairia a ler/assistir/ouvir tal matéria. Que tal abordar comportamento? Mudança de hábito ou de consumo? Alguma compra inusitada? Tem infinitas possibilidades, mas dá trabalho. Só pegar o release (aff!) do ano passado e alterar os dados vai fazer com que a repercussão seja do tamanho do trabalho que deu.
Soube que tem assessor que manda email, liga, chama no whats e ainda aborda o assistente. Tudo de uma vez. Pode isso? Para pautas pífias? Porque se a pauta fosse mesmo boa, no primeiro contato, já se sabe o que pode render. Deve ser muito chato ter que ficar recebendo contatos insistentes de assessores malas. Assim como deve ser legal demais quando boas pautas surgem!


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