Como hoje é sexta feira, e ainda por cima 13, pensei nisso. Sobre essa história e das coisas que não mudam. Ou pelo menos não rapidamente. Uma delas é a sexta feira 13, a fama que tem, não mais tanto de azar (depende do que cada pessoa acredita, na verdade), mas de um dia em que “a bruxa tá solta”, um dia em que tudo pode acontecer. Pode inclusive ter inserido um componente semelhante ao da Carnaval, de uma liberação geral.
Mas aí, busquei de onde afinal se origina essa sexta feira tão famosa? Como é comum nessas coisas, tem mais de uma explicação. Uma delas é que as execuções ordenadas pelo Rei Felipe IV, da França, eram sempre às sextas. E que em 13 de outubro de 1307, uma sexta feira 13, ele mandou prender, excomungar e queimar na fogueira os integrantes da Ordem dos Templários. Realmente, foi um dia bom.
Já outra explicação diz respeito a Jesus Cristo. Que os apóstolos eram 12, com ele somariam 13 pessoas e que a sua crucificação foi numa sexta feira. Assim, a ligação de 13 com sexta, um dia de azar.
São pesquisas simples, só um olhar curioso sobre esse fato da sexta feira 13. Mas claro que tem muitas outras coisas que não mudam na vida, até mesmo nas pessoas, no ser humano e no comportamento dele, seja em relações com outras pessoas, com empresas, com a sociedade, até consigo.
Não mudam? Mudam sim. O Budismo mesmo fala intensamente na impermanência das coisas. Adotar esse entendimento, na verdade internalizar seria a palavra certa, facilitaria muito às pessoas compreenderem o mundo, a si mesmas, às outras, os fenômenos da vida (como a morte, por exemplo), relações humanas.
Genericamente falando é comportamento comum do ser humano querer enxergar sob os olhos da permanência muitas coisas, porque isso causa uma inevitável zona de conforto. A zona de conforto de que tanto se fala existe. Por um tempo. Porque se a pessoa ou organização ficar na sua zona de conforto, vai haver fatos que interferirão mais cedo ou mais tarde na sua realidade e a tirarão, de maneira gradual ou repentina dessa zona.
Isso sem falar, claro, que a zona de conforto é inimiga do crescimento. O inconformismo na verdade, é uma espécie de desconforto. Não ficar confortável com um fato, uma situação, um processo. Algo como inventar a lâmpada (não a de Aladim, que essa é pura zona de conforto), mas a de Thomas Edison.
Estando na zona de conforto, na de desconforto, acreditando que as coisas mudam, acreditando que as coisas não mudam, só insisto: fica ligado que hoje é sexta feira 13.


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