Sempre penso muito ao escrever algo sobre política. Não tenho o costume de postar nada nas minhas redes sociais, não entro em discussão entre amigos e confesso que se eu pudesse nem me aprofundava muito nos noticiários quando a atual situação política nacional é pauta. Mas resolvi escrever hoje porque fiquei um pouco sem ação no dia 07 de setembro, sem saber o que comemorar, o que dizer ao meu filho e com um certo receio de erguer a bandeira nacional.
Somos mais do que todo esse circo armado, vamos combinar. Entendo e respeito cada posição individual, porém me uno àqueles que estão no meio do caminho, sem querer escolher um caminho à esquerda ou à direita absolutas. A terceira via se faz mais do que necessária para que tenhamos vontade de se orgulhar, de torcer pelo Brasil não só no esporte, de ensinar para as futuras gerações que política não é essa loucura toda. Como explicar a uma criança que o presidente aglomera e que não usa máscara? Como dizer que quando se comete um crime, precisamos pagar por ele, doa a quem doer? Que a justiça deve ser sempre feita?
Falta apenas 6 anos para o meu filho poder votar e me pergunto o que ele terá de incentivo para querer ir às urnas?
É um verdadeiro show de horrores. É uma vergonha atrás da outra. Uma falta de olhar para o coletivo e uma obsessão pelo poder. E ficamos no meio disso, sem saber ao certo o que nos espera num futuro próximo, aguardando alguém que chegue com intuito de fazer política para uma nação e não uma atuação com deboche, desrespeito ou para poucos. Vamos todos valorizar a letra maiúscula e também o verdadeiro sentido da palavra União. Esse é o Brasil que muita gente quer.


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