Ainda essa treta forte que foi Facebook, Instagram e Whatsapp, em escala global e tudo que já se sabe (e o que não se sabe), houve uma migração. Perdas? Muitas, em especial para o pequeno. Aquele que usa o whatsapp diretamente como ferramenta de venda, cria o site dentro do Facebook, tem perfil no Instagram para divulgar campanhas, ofertas, posicionar marca.
E aí, no meio do tiroteio, surge o site original. Aumentou o tráfego dos sites (mais ainda o dos veículos de comunicação, apesar de todos terem tido aumento) também os e-mails dispararam como ferramentas em evidência.
Então, aquelas empresas que acabam não desenvolvendo site próprio, em função de custo, além de serem dependentes das redes de Mark Zuckerberg, viram que elas não têm uma base de dados própria, com a qual possa realmente interagir, em especial em situações como essa. Que seja pela razão que for, podem se repetir.
A verdade é que sim, o mundo parou. O mundo dos negócios, das pessoas, poucos foram aqueles que não foram realmente afetados. Diz a letra de uma música que o mundo está ao contrário e ninguém reparou. Dessa vez reparou, à força.
Em tudo na vida, todas as situações que passamos, o importante é o aprendizado que se tira. Aprender que essas redes são um calcanhar de Aquiles e ter plano B consistente e planejado, ou até mesmo fazer com que as coisas aconteçam simultaneamente, ou seja, além do uso das redes de Mark Zuckerberg, outras alternativas (devidamente comunicadas a clientes, amigos e parentes), se tonar indispensável. Por tudo o que aconteceu e como.
Na vida, se pode cair no buraco uma, até duas vezes. Mas ficar pra sempre caindo, aí demonstra ou preguiça para tapá-lo ou desatenção. Diria que esse é um mundo em que não se pode exatamente ser desatento, sob pena de levar uma bela bola nas costas ou, o que é pior, naufragar.
Atento e forte, essa é a questão. Em um mundo de tantos inputs, tantas entradas e apelos, escolher o rumo pra seguir é em alguns momentos difícil até. Mas aí é preciso conhecimento, calma e caldo de galinha. Intuição também conta, e muito. Enxergar bem o território, seja ele real ou virtual, isso não faz mais diferença hoje.
Mas importante: não confundir com estar atento e forte com nunca descansar. Descansar é sim, muito preciso. Aliás, é muito mais provável e possível descansar quando se tem o mapa do terreno, dos processos e das variáveis passíveis de impactarem no resultado, sejam elas variáveis que variam muito ou pouco, ainda assim são variáveis.


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