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Você faz o bem, você faz o mal

Por Luan Pires

Eu recebi essa pergunta da Priscila: “Vida, o que você acha do bem e do mal? Acredita neles?”.  Eu vou ser direta e reta nessa pergunta, minha queridinha: não. Acho que ações e sentimentos são contextuais e eu sou uma área cinza que dependendo das circunstâncias pode muito bem alterar o significado puro de bem e de mal. É uma pergunta complexa e eu poderia ficar discorrendo muito tempo sobre isso, mas eu sou a Vida, apressada, caótica, e egocêntrica: adoro falar de mim mesma. Então vou te dizer qual a pergunta seria mais importante: “o quanto somos bem e somos mal?”. Eu diria: metade, metade. 

Humanos são puros, mas egoístas. São uma junção de dores e traumas que precisam ser constantemente ressignificados. Trabalhados. E isso é chato pra caramba. Eu sei. Mas é mais sobre tentar deixar a luz acesa do que de fato conseguir o tempo todo. Acho lindo o esforço em serem bons, precisamos disso. Mas não posso compactuar com a pressão pela perfeição. Quem nunca errou enquanto fazia jogadas no meu tabuleiro que atire a primeira pedra! Vocês podem e devem errar! Vocês precisam aceitar que irão fazer o mal, às vezes, mesmo querendo fazer o bem. E que – sim! – pessoas fazem o mal por que querem e isso não tem desculpa. Mas a questão é o que você faz com a pedra que jogam em você? Não vou ser utópica e dizer pra oferecer outra para a pessoa te jogar. Mas talvez olhar essa pedra e entender de onde ela veio, porque ela me machucou e o que eu faço com ela para me fazer melhor. 

Desconfie de pessoas que têm certezas absolutas. Que não conseguem enxergar o olhar do outro. Veja bem. Ninguém tem a obrigação de abraçar a imperfeição alheia, mas entender que ela faz parte de todo ser-humano e aí sim escolher o que fazer com isso. É ficar? É partir? É recomeçar? É perdoar? É esquecer? É se distanciar? Foque mais em como se manter saudável e feliz e menos sobre conceitos tolos, rasos e infantis sobre certo e errado. Eu não trabalho com o preto no branco. Eu trabalho com o cinza. 

Com Amor, Vida.

Autor

Luan Pires

Luan Nascimento Pires é jornalista e pós-graduado em Comunicação Digital. Tem especialização em diversidade e inclusão, escrita criativa e antropologia digital, bem como em estratégia, estudos geracionais e comportamentos do consumidor. Trabalha com planejamento estratégico e pesquisa em Publicidade e Endomarketing, atuando com marcas como Unimed, Sicredi, Corsan, Coca-Cola, Auxiliadora Predial, Deezer, Feira do Livro, Museu do Festival de Cinema em Gramado, entre outras. Articulista e responsável pelo espaço de diversidade e inclusão na Coletiva.net, com projetos de grupos inclusivos em agências e ações afirmativas no mercado de Comunicação. E-mail para contato: [email protected]
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