O Festival Árabe Libanês realiza sua segunda edição no dia 31 de maio, em um domingo, das 11h às 19h. O evento reúne gastronomia, bazar, música, danças, palestras e atividades culturais ligadas às tradições da região, como henna, caligrafia árabe e uma exposição com peças selecionadas do Museu Egípcio de Canela. A entrada ocorre na Sociedade Libanesa de Porto Alegre (na rua Barão do Rio Grande, 10) mediante doação de 1 kg de alimento não perecível.
Inserida em solo gaúcho há mais de um século, a comunidade árabe-libanesa criou o festival em 2025, em um cenário econômico ainda fragilizado pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano anterior. A ideia era usar o que se tinha de melhor, a própria cultura, como forma de retribuição ao acolhimento recebido ao longo de sua história no Estado.
O resultado foi uma iniciativa aberta ao público, com programação diversa e impacto também na geração de trabalho e renda. Na primeira edição, a expectativa era de mil visitantes. Ao final do dia, mais de três mil pessoas passaram pelo evento.
Em 2026, o projeto passa a ser pensado como um espaço de valorização cultural e convivência entre imigrantes, descendentes e gaúchos. Na capa do evento, o dabke sintetiza essa decisão: trata-se de uma tradicional manifestação coletiva de celebração. Os participantes dançam em linha acompanhando os movimentos do líder e reagindo com gritos e aplausos, sem quebrar a roda.


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