OPINIÃO
Os pequenos negócios respondem por mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Juntas, as cerca de 9 milhões de micro e pequenas empresas no País representam 30% do PIB, um resultado que vem crescendo nos últimos anos. O empreendedorismo vem crescendo muito no Brasil nos últimos anos e é fundamental que cresça não apenas a quantidade de empresas, mas a participação delas na economia. Com a onda de desemprego e a era digital, muito está se empreendendo no País, apesar das dificuldades impostas pela burocracia brasileira.
Em 1985, o IBGE calculou em 21% a participação dos pequenos negócios no PIB brasileiro. Como não havia uma atualização desse indicador desde então, o Sebrae contratou a Fundação Getúlio Vargas para avaliar a evolução das micro e pequenas empresas na economia brasileira, com a mesma metodologia utilizada anteriormente. Em 2001, o percentual cresceu para 23,2% e, em 2011, atingiu 27%.
Em valores absolutos, a produção gerada pelas micro e pequenas empresas quadruplicou em dez anos, saltando de R$ 144 bilhões em 2001 para R$ 599 bilhões em 2011, em valores da época. Hoje, estima-se que esses números cresceram em mais 5%, o que é altamente satisfatório.
Os valores foram apurados para manter a mesma forma de cálculo considerando os dados do IBGE disponíveis sobre os pequenos negócios. A apuração foi feita com a soma das riquezas geradas por empresas de todos os portes nos setores de Comércio, Indústria, Serviços e Agroindústria – exceto o setor público e as intermediações financeiras, uma vez que não há micro e pequenas empresas nestes setores.
As micro e pequenas empresas são as principais geradoras de riqueza no Comércio no Brasil, já que respondem por 56,4% do PIB deste setor. No PIB da Indústria, a participação das micro e pequenas (25,5%) já se aproxima das médias empresas (27,5%). E no setor de Serviços, mais de um terço da produção nacional (36,3%) têm origem nos pequenos negócios.
Os dados demonstram a importância de incentivar e qualificar os empreendimentos de menor porte, inclusive os Microempreendedores Individuais. Isoladamente, uma empresa representa pouco. Mas juntas, elas são decisivas para a economia, lembrando que os pequenos negócios também empregam 56% da mão de obra formal no País e respondem por 40% da massa salarial brasileira. Números que seguram e fazem esse país se manter.
Os principais motivos para o bom desempenho dos pequenos negócios na economia brasileira são a melhoria do ambiente de negócios (em especial após a criação do Supersimples que reduziu os impostos e unificou oito tributos em um único boleto), o aumento da escolaridade da população e a ampliação do mercado consumidor, com o crescimento da classe média. A tecnologia que despertou no jovem a vontade de empreender.
Esses fatores têm motivado o brasileiro a empreender por oportunidade e não mais por necessidade. Antes as pessoas abriam um negócio próprio quando não encontravam emprego. Hoje, de sete a cada 10 pessoas iniciam um empreendimento por identificar uma demanda no mercado, o que gera empresas mais planejadas e com melhores chances de crescer.
Pequenos negócios na economia brasileira:
30% do PIB
55% dos empregos com carteira assinada
43% dos salários pagos
9.1 milhões de micro e pequenas empresas
Esse país é rico em extensão, é rico em terras, é rico em inovar, é rico em coragem, é rico na sua capacidade de empreender.
Esse país só não é o maior, ou produz mais, porque meia dúzia de poderosos que geram riquezas com a ajuda de Bancos e Poder público absorvem e tentam implodir as micro e pequenas empresas.
Se você quiser vender para o Sebrae ou para o governo, sua empresa terá que ter capital de um bilhão, carta fiança de um banco, capacidade financeira infinita e esse conjunto que faz com que não se tenha esperança de empreender mais.
EMPRESAS
Entre janeiro e maio de 2016 o país contabilizou a criação de 851.083 novas empresas. Trata-se de um recorde para o período, desde a criação do Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, em 2010. O número é 3,5% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2015, quando o indicador apurou 822.519 nascimentos. Em maio/2016 o indicador detectou a criação de 176.108 novas empresas, aumento de 1,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aumento de novas empresas nos primeiros cinco meses do ano foi puxado exclusivamente pelo surgimento de novos microempreendedores individuais (MEIs). Este movimento tem sido determinado, principalmente, pela perda de postos formais no mercado de trabalho (aumento do desemprego no país) por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma e formalizados, alternativas econômicas para a geração de renda.
Nos primeiros cinco meses de 2016 o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) totalizou 683.779, crescimento de 9,9% sobre o mesmo período de 2015, quando 622.397 novos MEIs surgiram. Observa-se, inclusive, um aumento crescente dos MEIs entre todas as naturezas jurídicas apuradas no decorrer dos anos. No mês de maio de 2016 o número de MEIs totalizou 143.007, alta de 7,8% sobre maio de 2015, quando 132.661 novos MEIs
O setor de serviços continuou sendo o mais procurado pelos empreendedores nos primeiros cinco meses de 2016, com a abertura de 585.829 novas empresas no segmento, o equivalente a 63,0% do total de nascimentos. Em seguida, 242.413 empresas comerciais (28,5% do total) surgiram nos cinco primeiros meses do ano e, no setor industrial, foram abertas 70.661 empresas (8,3%)
O Sudeste foi a primeira região em número de novos negócios nos cinco meses de 2016, com 430.800 empresas, ou 50,6% do total. A Região Nordeste ocupou o segundo lugar, com 16,8% (142.964 empresas) e a Região Sul ficou em terceiro lugar, com 16,4% de participação e 139.867 novas companhias. O Centro-Oeste registrou a abertura de 74.439 empresas ou 8,7% de participação, seguido pela Região Norte, com 41.955 novos empreendimentos ou 4,9% do total de negócios inaugurados no período.
De acordo com o indicador, as regiões Sudeste e Sul puxaram a alta de nascimentos de empresas no país entre janeiro e maio deste ano, enquanto as demais regiões apresentaram queda no número de novos empreendimentos. A maior alta no período, em comparação com os quatro primeiros meses de 2015, foi registrada no Sudeste (4,1%), seguida pelo Sul (2,3%). Enquanto isso, a Região Centro Oeste apresentou queda de 4,9%, a Região Nordeste de 4,8% e a Região Norte de 3,2%.
ARP
A Associação Rio-grandense de Propaganda, junto com as demais entidades RS, Sinapro-RS e Abap, estará realizando um evento sem igual em Porto Alegre.
No Instituto Ling, estarão reunidos nesse sábado dia 06, das 8h da manhã até às 17hs mais de 100 profissionais dos grupos de criação, grupo de mídia, grupo de planejamento, grupo de atendimento de agências e grupo de atendimento de veículos para discutirem “Como fazer o novo de novo?”.
Um grande evento que possibilitará a união do mercado e com isso forças para fazer da profissão e da propaganda a valorização, o respeito e a posição que ela merece.
PALESTRA GAV
O próximo palestrante do projeto “Propaganda gaúcha, e agora?” será César Saut, na sede da ADVB, no dia 9 de agosto, às 18h. Vice-Presidente da Icatu Seguros, Previdência e Capitalização e acionista do grupo empresarial; Presidente Rio Grande Seguros e Previdência e Acionista da Icatu Vanguarda.
A Icatu Seguros é líder entre as seguradoras independentes no país, tanto nos ramos de seguros de pessoas, quanto de previdência e capitalização e detém, participação societária da Caixacap e da Brasilcap, bem como da Rio Grande Seguradora.
Vice-Presidente da Federasul; Vice-Presidente do IBEF – Instituto dos Executivos de Finanças do Estado do RS e Vice-Presidente do SINDISERGS – Sindicato das Seguradoras do Estado do RS.
Membro do Conselho Consultivo da Via Vida – Instituto Pró-Transplante de órgãos, membros e pele e Membro do Conselho de Administração do ICD – Instituto da Criança com Diabetes.
KANTAR IPOBE MEDIA
Segundo o instituto, o maior anunciante brasileiro é o laboratório Genoma, com um investimento de R$ 1,9 bilhão. A Unilever, com R$ 1,6 bilhão, é a segunda colocada na pesquisa. A Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) ocupa a terceira posição, com R$ 1,5 bilhão. A Caixa Econômica Federal, com um total de R$ 831 milhões, é o quarto maior anunciante. E a Procter & Gamble, com R$ 807 milhões, aparece em quinto. O cálculo bruto do Kantar Ibope Media é uma métrica qualificada, mas muitas vezes pode gerar distorções. O caso do Genoma é um bom exemplo. A empresa mexicana lidera a tabela dos maiores anunciantes, mas não é a realidade. Fonte do PROPMARK acredita que o investimento líquido do laboratório em publicidade é de, no máximo, R$ 100 milhões por ano. Uma distorção absurda!
MILENIUM
Geração milenium ou geração consoantes é o tema do novo livro do filósofo, escritor e professor Mario Sergio Cortella que trata os assuntos como ética, moral e liderança.
Por que fazemos? O que fazemos? Tratar dos jovens que têm muita informação, pouco conhecimento, mas se acham os reis da cocada por não saberem ser submissos, porque trazem de casa a desobediência aos pais e de nada participam em sua moradia, ou melhor, tudo exigem, tudo pedem e nada fazem.
Apesar de serem criativos e muito atilados, não têm humildade, querem começar de cima, salários acima da média, não ouvir e não fazer o que não gostam no trabalho.
Enfatiza em seu livro que isso é uma atitude e vida do jovem brasileiro, que em outros países o furo é mais em baixo.
FRASES
Gregório de Matos escritor gaúcho, um humorista sério, a mal-dizer: “Que falta nesta cidade? Verdade. Que mais por sua desonra? Honra. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha”
MÁRIO QUINTANA
“Não me ajeito com os padres, os críticos e os canudinhos de refresco: não há nada que substitua o sabor da comunicação direta.
BARÃO DE ITARARÉ
“O Homem que se vende recebe sempre mais do que vale”
GFK – IBOPE
Dados e acessos inéditos às medições de audiência em tempo real em São Paulo, tanto do Ibope quanto da GfK, mostram diferença de até 50% entre as medições em alguns horários do dia.
Há muita diferença entre as medições em algumas faixas, que varia de 10% até 50%, segundo acompanhamento em tempo real – das duas medições.
No início da madrugada desta terça, 2, por exemplo, enquanto o Ibope dava liderança isolada à Band e seu “Masterchef” (Grande SP), com 8,9 ponto, a Globo vinha como vice com apenas 6,9 pontos. Só que na medição GfK, no mesmo momento, a Globo tinha 10,3 pontos e era justamente a Band que vinha em segundo, com 9,7 pontos.
Trata-se de uma grande diferença, pois o Ibope aqui registrou 49,2% menos pontos para a Globo, deixando-a em segundo lugar. Ou seja, quase 50% menos. No GfK, porém, a Globo era líder isolada e a Band é que era segunda colocada.
Outro exemplo: última segunda-feira à tarde, 1º, às 14h23, enquanto a Globo marcava 9,4 pontos no Ibope com o “Vídeo Show”, no GfK ela marcava 11,8 (ou 25% mais que a medição concorrente).
Essa diferença vem se repetindo em outras faixas horárias, inclusive nas manhãs, e, embora ainda não haja uma massa de dados compilados, já é possível afirmar que há diferenças significativas entre as duas medições também na média das 24 horas do dia, ou em praticamente todas as demais faixas e dias, independentemente do recorte.
No caso do SBT também os registros do GfK mostram audiência maior que o apurado pela Kantar Ibope atualmente.
No caso da RedeTV!, em alguns minutos observados, o resultado da GfK chega a ser quase o dobro do medido pela Kantar Ibope.
Uma das hipóteses para GfK e Ibope não falarem a “mesma língua” é que há diferenças de metodologia entre as empresas; outra hipótese pode se dever ao fato de o GfK, durante o acompanhamento feito pela coluna, estar mensurando aproximadamente 150 domicílios a mais que o Ibope na Grande SP. Pode não parecer muito, mas isso sempre pode trazer novidades ou indicar novos comportamentos.
MORRENDO
A saúde no Brasil está na UTI. O País é o que menos investe na área entre todos os países da América, de acordo com o levantamento feito neste ano pela ONG Contas Abertas, a pedido do Conselho Federal de Medicina. Por isso mesmo, saúde e segurança pública são os serviços públicos mais mal avaliados pelos brasileiros. Engana-se quem pensa que estamos falando apenas de saúde pública. O caos também tem chegado às redes particulares que, devido à crise, estão perdendo clientes que possuíam planos de saúde. Em 2015, as operadoras de saúde perderam 1,3 milhão de clientes. Só no primeiro trimestre de 2016, foram mais 617 mil, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Isso gera uma necessidade urgente dos planos de saúde em selecionar melhor os seus prestadores e se destacarão aqueles que tiverem qualidade. A solução é a melhoria nos processos de gestão, segundo a consultora de gestão de saúde Patricia Turbay.
Os serviços de saúde precisam trabalhar com o foco na segurança e qualidade da assistência. O melhor caminho é o da acreditação hospitalar, um certificado de qualidade semelhante ao ISO, mas específico para instituições de saúde. Trata-se de uma metodologia que incentiva a melhoria das práticas de gestão, a qualidade da assistência, a segurança do paciente, a racionalização da utilização de insumos e a sustentabilidade dos resultados dos hospitais. Melhora a cultura da qualidade e o entendimento da relação entre os processos, reduzindo a cultura de “apagar incêndios”. Colocando as pessoas certas no lugar certo, a organização começa a trabalhar com dados e fatos, tomando melhores decisões.
A acreditação, que também pode ser desenvolvida no setor público, busca a melhoria contínua dos processos, implementado com base nos fundamentos de gestão em saúde. Seguindo os padrões recomendados pela acreditação hospitalar, a organização de saúde estará fortalecendo as práticas de segurança dos pacientes, a visão sistêmica e a eficiência na realização das atividades, permitindo um crescimento sustentável da empresa. É possível crescer otimizando recursos, melhorando a gestão do tempo e a comunicação, com o foco em elevar o nível de satisfação dos clientes. Além disso, a organização passa a ter maior e melhor controle sobre os seus processos.
A ADVB/RS
Na próxima segunda-feira, 8, será lançado o Fórum de Marketing ADVB/RS, encontro de reconhecimento e conhecimento que reúne os dois grandes selos da instituição – o 34º TOP de Marketing, tendo à frente o empresário Alfredo Tellechea, e o 25º Congresso de Marketing ADVB, liderado por Ricardo Vontobel.
No encontro, que acontece das 18h às 20hs, no Salão Nobre do Sheraton, os convidados serão recebidos com um coquetel e, após a apresentação do novo modelo criado para reforçar a dimensão do evento, irão acompanhar o painel Ética como Agente Transformador das Marcas e dos Negócios, conduzido por três grandes especialistas: Arthur Bender, autor dos livros Personal Branding – Construindo a Sua Marca Pessoal e Paixão e Significado da Marca – Ponto de Virada de Marcas Pessoais e Organizações, Cézar Paz, fundador e presidente do Conselho de Administração da AG2 Nurun, agência do grupo Publicis, e Leandro Tonetto, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Design da Unisinos.
A ADVB informa que as inscrições para o TOP de Marketing já estão abertas e que as empresas interessadas em participar com seus modelos de negócios já podem fazer contato com a equipe de Relacionamento com o Mercado da ADVB/RS. No site www.advb.com.br estão disponíveis informações sobre a edição 2016.
ALÉM DO JOGO
Engana-se quem ainda acredita que o mercado funciona através da simples oferta e procura. A indústria aprendeu, há anos, que a procura não precisa vir da necessidade real, mas pode ser criada através da propaganda, por exemplo. Bom, no caso da indústria dos games, essa procura criada, ou expectativa, está se tornando uma extensão valiosa do próprio produto.
Aquilo que hoje conhecemos como hype, é justamente toda a ansiedade, expectativa, e todos os produtos adjacentes criados, apenas para discutir, analisar e ansiar por um produto novo. No mundo dos jogos digitais essa ansiedade pode durar anos, já que ela se inicia com o primeiro anuncio de um jogo novo, ou com o fim de um jogo antigo que promete uma continuação ainda melhor.
O hype alimenta o mercado consumidor, faz com que pessoas que não se interessariam pelo produto, passem a se interessar, faz com que a urgência em ter o novo jogo seja tão alta nos fãs que pré-vendas esgotem estoques que nem existem, só para citar alguns efeitos dessa “febre”.
Nesse cenário, vemos um mercado consumidor criado a partir de uma promessa, e que se retroalimenta com produtos de conteúdo. Um exemplo disso é a produção de vídeos, podcasts, campanhas promocionais, concursos, análises críticas, etc, todas criadas a partir do hype gerado por um produto que ainda nem existe.
Todo esse conteúdo tem valor. Um valor que faz com que canais do Youtube, blogs, revistas, lojas de jogos e acessórios, empresas diversas, lucrem com uma expectativa em cima de algo que é apenas uma “esperança”.
Desde o anuncio de uma nova produção até seu efetivo lançamento, muito dinheiro se ganha e se perde através do hype. Ele se incorporou à indústria, e quem sabe ganhar dinheiro, está ganhando muito com isso.
O hype também ajuda a melhorar os produtos em que ele se baseia. A expectativa do jogador é tão grande, que melhorias são pensadas para atender às suas grandes expectativas. As desenvolvedoras estão atentas a isso, sabem que é importante estar atento ao mercado, e de vez em quando dar a ele um gostinho do que está por vir.
Essa é a função das feiras de jogos, como a BGS, a E3, ou mesmo a Comic Com que ocorre agora. Ficar excitado de expectativa já se tornou parte da diversão, já é cultural da comunidade gamer.
Querem ver um exemplo? Pokemon Go. Se você acompanha os canais que falam de jogos, já riu com os absurdos cômicos dos novos “treinadores pokemon”, ou até já se solidarizou com algum acidentado em seu processo de caça.
Nesse caso o hype está tão alto que está incentivando a ilegalidade, só para dar uma noção da dimensão que isso pode tomar. O jogo, com data de lançamento adiada no Brasil, já tem diversos brasileiros jogando através de servers piratas, e também muitos brasileiros com seus smartphones infectados por vírus feitos para atingir a esses “ansiosos” que baixam o jogo através de um canal não oficial.
Isso mostra como o hype pode ser perigoso para o gamer. Grandes lançamentos criam grandes expectativas, e algo que deve ser ressaltado é justamente a importância de lançamentos mundiais.
A época de desconsiderar um mercado consumidor, como o Brasil, já passou. Somos o quarto maior mercado do mundo e o maior da América Latina. Ações que ignoram a expectativa de um público tão grande acabam incentivando coisas como a pirataria. Isso é inevitável. Segundo João Mendes da UZ Games
No caso do Pokemon Go, nada podemos fazer, já que ele é uma mídia para celular gratuita, entretanto, é preciso ser consciente. Não se pode ignorar, o hype já é uma das forças da cultura gamer.
EIRELLI
Apesar dos aspectos positivos da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, a EIRELLI, instituída em 2011, não há ainda aderência maciça de empresários nesta modalidade de empresa, criada como instrumento de proteção de bens do empreendedor, resguardando-o das dívidas empresariais, dentro do princípio da autonomia patrimonial.
Essa modalidade de empresa também é constituída de única pessoa com capital social integralizado. Esse aporte inicial é forma garantidora dos créditos de empregados, fornecedores etc. A “mens legis”, além de incentivo ao desenvolvimento das atividades empresarias, objetivou acabar, entre outras vantagens, com a sociedade de fachada, composta famigerada do sócio fictício de uma cota única, apenas para cumprimento de uma formalidade legal, pela exigência de constituição de empresa limitada, que só poderia ser constituída no mínimo com dois sócios.
Resolveu, também, o problema dos profissionais liberais que ficavam a caça de um colega, para figurar em sua empresa de prestação de serviços. O EIRELI pode ser constituído para atividades comerciais, industriais e de serviço e as principais características e exigências para a constituição da empresa, são as seguintes: registro da junta comercial, o capital deverá ser igual ou superior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País à época do registro. Não será preciso dividir em cotas, e o empresário somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade (EIRELI). O capital deve estar totalmente integralizado no ato da constituição, a firma ou denominação social deve incluir a expressão “EIRELI”, e o empresário somente pode fazer parte de uma única “EIRELI”.
Somente pessoas físicas podem ser sócias das “EIRELI”, apesar de haver decisões isoladas dos Tribunais permitindo à pessoa jurídica, a condição de titular de empresa individual de responsabilidade limitada. Entendem os magistrados que a legislação proibitiva ofende aos preceitos do artigo 980 do Código Civil, que não impõe qualquer óbice à pessoa jurídica.
Quanto ao Capital mínimo de cerca de noventa mil reais, não há impedimento para constituição da empresa, pois o empreendedor não precisa de dinheiro vivo, podendo integralizar com seus próprios bens, desde que suscetíveis de avaliação em moeda corrente, por exemplo: automóvel, material de informática, móveis e utensílios etc.
Em qualquer atividade empresarial é necessário o material descrito, principalmente o automóvel para deslocamento do empresário. Outras vantagens do “EIRELI” é a escolha do melhor modelo de tributação, que melhor se adapte a atividade ou ao seu porte, inclusive o Simples Nacional é outro aspecto positivo, quando a empresa é apta a receber incentivos e subsídios do governo como inovação tecnológica, Pac etc.
