Eu ia aproveitar que o mês de março valoriza a mulher, e o dia 8 é considerado o Dia Internacional da Mulher. Eu pretendia (e pretendo abordar, abrir um debate) tratar do tema “machismo no jornalismo esportivo”. Porém, resolvi deixar o tema para a próxima semana em função de um tema mais palpitante do ponto de vista jornalístico, que é o momento político brasileiro e a importância da imprensa nesse contexto.
Estamos vivendo um momento ímpar para quem trabalha com jornalismo político, econômico e o chamado “geral”. Afinal, a efervescência da disputa política na rua e nos bastidores nos leva a refletir sobre o papel da imprensa. Tenho acompanhado ao máximo a cobertura nos mais variados meios, para poder fazer um apanhado de tudo o que se fala, escreve e comenta sobre o momento.
Se o veículo de comunicação não é engajado com uma tendência política, com um partido, tem a obrigação de tentar informar da melhor maneira possível seu público. Não é fácil, pois qualquer comentário pode causar um revés, dependendo qual parte se sentirá afetada ou prejudicada, mesmo que a notícia seja real, verdadeira e comprovada.
Claro que o povo, e mesmo os integrantes de uma equipe de redação, não sabem qual o envolvimento da empresa com quem está no poder ou com outro segmento. Essa relação pode determinar os rumos de uma cobertura ou o maior ou menor aprofundamento e valorização de determinadas informações. Mas é evidente que um veículo considerado (e que se considera) independente, tentará fazer uma cobertura da forma mais correta possível… sob risco de perder a credibilidade, seu público e até seus anunciantes.
Pois o momento atual é perfeito para colocar o jornalismo à prova. São tantas as formas para se conseguir e divulgar informações que não existe o monopólio da notícia. Ao mesmo tempo em que um veículo tem uma fonte privilegiada, outro também o terá. E isso pode ser comprovado pelas reportagens das grandes revistas e dos jornais de maior expressão no Brasil. A cada semana um deles solta uma “bomba”… quase cem por cento confirmada depois.
Por isso, para quem trabalha e gosta de jornalismo, este momento é ímpar. E sugiro acompanhar o máximo possível de veículos, mesmo aqueles engajados com uma facção, sejam jornais, TV, rádios ou blogs e sites. Aí sim, se poderá confrontar os dados comparar quem faz jornalismo sério ou quem faz picaretagem.

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