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RBS sai de SC, mas ficam veículos e empregos

A notícia da venda das ações da RBS no setor de comunicações dos negócios em Santa Catarina, na semana passada, caiu como uma bomba …

A notícia da venda das ações da RBS no setor de comunicações dos negócios em Santa Catarina, na semana passada, caiu como uma bomba no setor. Talvez um ou outro jornalista soubesse, mas a maioria foi pega de surpresa. Analisando friamente a questão, para o mercado, para o setor jornalístico, foi uma boa notícia. Afinal, os empresários que adquiriram os veículos do Grupo RBS, entre eles o gaúcho Lírio Pariosotto, certamente vão investir para dinamizar as empresas. Certamente não comprariam um conjunto de veículos de comunicação para manter o ritmo ou regredir. Foi uma boa solução para todos, creio.

Na coluna da semana passada comentei sobre as demissões e o futuro do jornal O SUL, da Rede Pampa de Comunicações. Fiz uma abordagem também do ponto de vista prático, pois o jornal liderado pelo Otávio Gadret enfrentava problemas de receita e também da tendência inevitável da migração para o sistema digital. Afinal, a era do impresso, aos poucos, está chegando ao fim. Ocorre que no caso de O SUL, não houve venda, não porque não houvesse interessados, mas porque essa forma de negociação não foi para o mercado. A Pampa simplesmente decidiu que a única saída para evitar uma crise falimentar completa era transformar a edição impressa em digital e economizar um bom dinheiro. Primeiro pela troca de sistema, e paulatinamente, pela redução de pessoal. O que continua ocorrendo.

No caso dos veículos da RBS, a simples troca de comando talvez não interfira na vida dos profissionais do setor, independente da área a que pertençam:  jornalismo, administrativo, gráfico, serviços gerais etc. O importante no caso de Santa Catarina, é que os veículos e os empregos foram preservados… e em uma época de crise. Aliás, no Rio Grande do Sul a RBS andou ceifando centenas de empregos. Agora, a questão é outra: como reestruturar os veículos para que possam evoluir, atrair mais leitores, ouvintes, espectadores e visitantes? Sem dúvida, em um primeiro momento, que pode ser chamado de fase de transição, não devem ocorrer grande mudanças no comando e na linha editorial. Mas elas virão, com certeza.

Lírio Parisotto é um empresário vitorioso e experiente, conquistou uma solidez por sua condução na Videolar, implantada no Polo de Manaus e há cerca de dois anos adquiriu o controle da Innova, uma empresa do setor petroquímico-plástico com alto conceito no mercado. É diferente comandar um grupo de comunicação, mas não será difícil se seguir a cartilha certa. O que posso desejar, em meu nome e das centenas de colegas que continuarão empregados, é sucesso aos novos donos da RBS… A propósito, estou curioso sobre um detalhe: algum veículo vai mudar de nome?

Ah! eu pretendia comentar sobre a ZH de Fim de Semana. Vai ficar para mais adiante, mas vou aproveitar e ler com muita atenção a segunda edição nesse formato.

Autor

Julio Sortica

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