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Ainda a terceirização

Na semana passada o foco da coluna foi a constatação de que a terceirização está começando a se tornar uma rotina nas grandes empresas …

Na semana passada o foco da coluna foi a constatação de que a terceirização está começando a se tornar uma rotina nas grandes empresas de comunicação, como uma espécie de reengenharia para reduzir custos. Comentei que minha opinião não é ser contra, pois, dependendo da forma como a categoria dos jornalistas se comportar, pode ser um ótimo caminho, seja com a criação de agências de conteúdo ou empresas de comunicação empresarial. Vai depender do grau de empreendedorismo, da capacidade de gestão e, obviamente, de um volume de capital para investimento.

Curiosamente, quando estava preparando um outro texto para a coluna, recebo um email com um artigo muito interessante e que publico na íntegra nesta coluna. Trata justamente da terceirização, mas de uma forma geral, com um foco muito mais relacionado à indústria – é de autoria do presidente da FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), Glauco José Côrte. O dirigente faz uma abordagem do ponto de vista empresarial, sobre a falta de uma legislação específica.

No caso do jornalismo também seria interessante que as entidades classistas, sindicatos, federações, confederações e associações, também discutissem ao assunto. Não se trata apenas da defesa do emprego ou dos direitos trabalhistas, mas de responsabilidades de parte a parte. Leiam o artigo e confiram se o assunto não merece mais atenção das nossas lideranças. Para depois não haver choro.

DIÁRIO CATARINENSE

Quarta feira, 1° de abril de 2015

QUEM TEM MEDO DA TERCEIRIZAÇÃO?

Glauco José Côrte

O infindável debate sobre a terceirização, tema que tramita há 17 anos no Congresso Nacional, é exemplo de como o apego a uma legislação ultrapassada contribui para a redução de oportunidades de desenvolvimento. Embora a terceirização seja generalizada no mundo inteiro, inclusive no Brasil, a falta de legislação específica provoca insegurança jurídica para empresas e para um universo de 12 milhões de trabalhadores, que já se encontram nessa situação.

A suposta preocupação quanto à garantia de direitos trabalhistas emperra as discussões, embora o substitutivo ao Projeto de Lei 4.330/2004, proposto pelo deputado relator Arthur Maia, contenha dispositivos que até superam a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Não leva a reduções de valores, salários ou direitos, mas propõe mecanismos como fiança, retenção de valores contratuais e responsabilidade da empresa contratante em relação à garantia dos direitos dos trabalhadores.

Como afirma o professor José Pastore (O Estado de S. Paulo – 24/3/2015), a combinação de tecnologia com terceirização alavancou a competitividade das empresas, reduziu o preço dos bens e serviços para os consumidores e gerou muitos empregos para os trabalhadores.

A formalização das regras não significa a precarização do emprego. Ao contrário, pode até permitir que os serviços especializados sejam melhor remunerados. Como defende a CNI, a Fiesc e a totalidade das federações industriais, a aprovação do projeto contribuirá para a estabilidade macroeconômica e estimulará a produtividade.

A votação do projeto, programada para a próxima semana, representa uma nova oportunidade para o país, pois segurança jurídica e institucional reduz riscos em investimentos, aumenta a competitividade e promove a criação de mais e melhores empregos.

Glauco José Côrte é Presidente da Fiesc

Fonte: Diário Catarinense

Autor

Julio Sortica

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