OPINIÃO
Que a globalização nos trouxe inúmeros benefícios, não se pode duvidar. O mundo agora está praticamente todo conectado. Temos acesso a informações sobre o que acontece no Oriente Médio, na Turquia, no Paquistão. Podemos conversar com pessoas, fazer novas amizades ou contatar amigos que estejam do outro lado do planeta. Experimentar a culinária mais exótica com ingredientes improváveis que circulam numa cadeia de exportação sem precedentes. Os mais variados requintes das mais diversas culturas estão ao alcance de algumas poucas conexões reais ou virtuais. O mundo pode experimentar a tequila produzida no México ou a Cachaça produzida em algum rincão de Minas Gerais. Podemos nos dar ao luxo de comer tabule na segunda e sashimi na terça sem dispensar a feijoada na quarta. Produtos, tecnologias, informações e pensamentos também gozam da facilidade de acesso. Rituais tribais malaios, casamentos iroqueses, cerimônias exposta em vídeos na internet.
Tudo isso ampliando nosso leque de escolhas, oferecendo uma nova dimensão para o pensamento e para a ação. Contudo, não podemos perder de vista o lado mais daninho da globalização, que se apresenta por inúmeras faces diferentes. Têm-se diversidade de opções culinárias nas grandes metrópoles, não é menos verdadeiro afirmar que grandes redes de fast-food produzem pizzas que não podem ser chamadas assim. Esfirras que deixariam qualquer árabe horrorizado. Presuntos que nada se assemelham aos originais no afã de oferecer a diversidade cultural, pasteurizam o produto mais para agradar ao gosto e atrair o lucro do que para oferecer uma real experiência gastronômica multicultural. Se essa prática neocolonialista ficasse restrita à alimentação, o mal seria menor, mas temos também o fenômeno das fusões onde megaempresas absorvem as pujantes indústrias locais, concentrando o poder nas mãos de poucos, mesmo que preservando certa diversidade de produtos. Pequenas, mas pujantes construtoras sendo absorvida por maiores. Um pequeno número de bancos; gigantes do ramo de alimentícios, farmacêuticos, criando oligopólios mundiais que dragam os recursos dispersos por todas as faixas da pirâmide social diretamente para o topo.
Mesmo assim, se esse fosse meramente um artificio do jogo econômico, o mal ainda seria menor. Ocorre que esses grandes conglomerados também são os grandes financiadores de campanhas eleitorais, mas seus financiamentos não se restringem a dar apoio a determinadas correntes ideológicas. Financiam campanhas de candidatos das legendas A, da B e também da C de sorte que, qualquer que seja o candidato vencedor, este terá seu débito moral com seu apoiador. Mesmo que o eleito adote uma postura de isenção e, de fato, governem para o povo, sem dar qualquer contrapartida para seus financiadores, esses podem se recusar a investir em sua próxima candidatura, inviabilizando sua reeleição. Perderá, por carência de recursos, a possibilidade de contratar os melhores profissionais de Marketing, os melhores assessores de imprensa. Ademais, os financiamentos não são dos candidatos, mas dos partidos, o que transforma o candidato em mera marionete, sem vontade própria, mas guiado pelo interesse do partido. Hoje temos candidaturas globalizadas. Não votamos mais em ideias, se tanto em personalidades carismáticas. Não votamos em contraponto ideológico, eles morreram! Votamos no poder econômico, e este é quase que hegemônico. E mesmo o exercício da politica e da legislação não pode colidir com os interesses dos financiadores. O espaço para manobras só é possível se passar ao largo dos interesses econômicos maiores e, porque não dizer, globais.
ESCAPE
A Copa das Agências 2014 teve como vencedora a Escape, que se consagrou bicampeã do campeonato gaúcho de futebol amador. A cerimônia de premiação aconteceu com entrega de troféus e medalhas para os primeiros colocados.
COLUNISTAS SC
Reunidos sábado (6), em Florianópolis, os jurados do Prêmio Colunistas Regional SC, promovido pela Abracomp (Associação Brasileira de Colunistas de Marketing e Propaganda), realizou a segunda etapa do julgamento (votação presencial) e premiaram peças de 14 agências, além dos Grandes Prêmios. As peças premiadas coim Ouroi estão automaticamente inscritas para a premiação nacional. As peças premiadas poderão ser conhecidas no site www.colunistas.com
Premiados:
Agência do Ano: D/Araújo
Publicitário (a) do Ano: Rosa Senra Estrella
Profissional do Ano: Rogério Alves
Anunciante do Ano: Döhler S/A
Veículo Impresso do Ano: Notícias do Dia
Veículo Eletrônico do Ano: SCC/SBT
Prêmio Especial/Destaque: Propague 50 Anos
Prêmio Especial (in memoriam)/Destaque: Elóy Simões
As peças premiadas poderão ser conhecidas no site www.colunistas.com
MARCAS
Os bancos lideram o relatório Marcas Brasileiras Mais Valiosas de 2014, publicado anualmente pela Interbrand. O Itaú ficou novamente em primeiro lugar, com sua marca de R$ 15,1 bilhões. Completam o top 5: Skol (R$ 11,6 milhões), Banco do Brasil (R$ 10,5 milhões) e Brahma (R$ 9,4 milhões).
A Ambev se destacou, já que teve três de suas marcas entre os dez primeiros no ranking, a Antártica ocupou o 8º lugar. Pela primeira vez desde o ranking exclusivo para marcas brasileiras começou a ser produzida a soma do valor das 25 marcas que ultrapassa a marca dos R$ 100 bilhões. Esse e ano, a valorização foi de 7%.
PUBLICIDADE
O final de 2014 deve chegar com um crescimento abaixo de 8%. Foi essa a previsão de Orlando Marques, presidente da Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade) e board member da Publicis. Para ele, o ano foi atípico por conta da Copa do Mundo e das Eleições.
Márcio Oliveira, presidente da Lew”Lara\TBWA, tem a mesma opinião de Marques e considera 2014 um ano atípico.
Já a Y&R, guarda a expectativa de crescer 9% em receita. Marcos Quintela, presidente da agência, classificou este ano como intenso e tenso.
De acordo com ele, a expectativa de crescimento é de 16%. “Nos últimos três anos, a agência cresceu mais de 50% o seu tamanho, com uma curva ascendente mais intensa no início desse período e mais amena no fim desse período”, diz.
Se para algumas agências o ano se classifica como atípico, para outras, como a África, 2014 foi histórico. “Acho até que foi o nosso melhor ano em todos os tempos”, comemora Marcio Santoro, cofundador e copresidente da África.
SPR
Um ano para entrar para a história na SPR. Depois de ter campanhas repercutidas em importantes canais digitais ao redor do mundo, ganhar ouro, prata e bronze em premiações do meio, o grupo tem outro importante motivo para celebrar. “Comemoramos o final de 2014 com a seleção de uma de nossas campanhas pela revista Archive, que é considerada a grande referência do mercado publicitário, curadoria para os melhores trabalhos das melhores agências do mundo”, pontua o diretor executivo, Juliano Brenner Hennemann.
CARTÕES
Com foco em relacionamento e fidelização de clientes e funcionários, muitas empresas ainda presenteiam brindes com cartões. Mas, será que isto ainda é usual e funcional? Se depender das solicitações feitas às gráficas entre outubro e janeiro, que têm o trabalho dobrado, muitas empresas de pequeno e médio porte ainda veem bons resultados neste trabalho que busca manter o negócio aquecido no próximo ano.
INOVAÇÃO
Os líderes executivos brasileiros seguem otimistas em relação à capacidade do País para inovar, na comparação com o cenário local observado dez anos atrás. Eles também acreditam que essa visão tem sido fundamental para garantir o avanço da qualidade de vida dos brasileiros. E que novas tendências globais estão sendo aplicadas no Brasil, permitindo que Internet Industrial, Big Data, convergência tecnológica e colaboração gerem vantagens competitivas para setores como energia e saúde, beneficiando cidades e pessoas.
Estas são algumas das principais conclusões apontadas pelo Capítulo Brasil do Barômetro Global da Inovação 2014, lançado oficialmente nesta segunda-feira, 8, pela GE. A nova pesquisa, que está em sua terceira edição e leva em conta as percepções de 200 líderes brasileiros, dentre 3,2 mil executivos de grandes companhias em 26 países.
IGREJAS
O aluguel de horários da televisão às igrejas é uma prática comum entre os canais de TV abertos brasileiros. Mas ela é legal? De olho na atividade, o Ministério Público Federal de São Paulo resolveu recorrer à Justiça para questionar as práticas de emissoras que lucram arrendando pedaços de sua grade para as igrejas. As ações acusam a violação das normas do Código Brasileiro de Telecomunicação.
TV PAGA
Segundo a Anatel 29,98% dos domicílios tem TV paga. Ao todo, o serviço tinha em outubro 19,65 milhões de cesso no país. O sudeste registra a maior densidade de assinatura por domicilio: 42,3%. O grupo Telmex (Claro, NET e Embratel) detem 53,03% do total de assinantes do Brasil, seguido pela SKY/Direct, com 28,7%; em terceiro está a OI, com 5,7% de participação. Por fim estão a Vivend (GVT), com 4,35%, e a Telefônica, com 3,8%.
PALESTRA
A “Campos Escritórios Associados”, apresentou no dia 11 de dezembro as 10h30 GNC Cinemas (Av. Praia de Belas 1181) A Vida Que Vale a Pena Ser Vivida, tendo como palestrante Clóvis de Barros Filho.
COMPETENCE
A campanha do Natal da Transformação, promovido pela Prefeitura de Canoas, foi criada pela Competence e tem como conceito “Este Natal vai transformar a cidade e a vida de muita gente”. O elemento condutor de todas as peças é uma guirlanda, que foi redesenhada em 3D a partir de material reciclado.
Mais uma vez, a Competence assina a campanha “Quero Panvel, Papai Noel”. O filme de um minuto, que irá veicular na TV aberta e fechada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e também nas redes sociais, buscou inspiração nas fantásticas animações do cinema americano.
Link do filme: https://www.youtube.com/watch?v=n9oNvW1H8y4
A PSICOLOGIA DAS CORES
Transmitir uma ideia ou conceito em milissegundos é o desafio da logotipia. Dentre os vários elementos de design, as cores são um dos mais importantes. A Media Tall (www.mediatall.com.br), empresa de impressão, ensina como elas podem ser usadas para estabelecer conexões emocionais ou racionais com seu cliente e aumentar as vendas.
Para download do infográfico completo, veja o link:
3G e ou 4G
Durante dois meses a Aistrip, empresa de social analitycs, avaliou as menções sobre a qualidade dos sinais 3G e 4G de internet nas redes sociais. No total, as infraestruturas de rede renderam mais de 487 mil registros juntando Twitter e Facebook. Vale ressaltar que as avaliações negativas representam quase o triplo das menções positivas. Além disso, 9% dos comentários foram feitos em forma de piada, o que mostra a relação que os usuários fazem dos serviços com aspectos como lentidão e negligência. O estudo completo pode ser solicitado pelo e-mail: [email protected]
CENÁRIO 2015
Na semana passada ocorreu apresentação promovida pelo economista chefe do Banco do Brasil, Sr. Élcio Gomes Rocha. Especial atenção para as questões envolvidas:
Retomada dos EUA, pouso lento da China, recuperação lenta da Europa, Brasil recupera a partir de 2016.
Argentina e Venezuela destoam no cenário da América Latina com quedas significativas no PIB.
Queda nos preços mundiais dos Commodities e Alimentos até 2020, segundo FMI.
Pauta de exportações brasileiras impactadas pela queda lenta da China e nos preços dos Commodities e Alimentos, saída pode estar no comportamento do dólar
O primeiro desafio é a contenção de gastos públicos para reverter tendência de queda do superávit primário (provável retorno da CPMF melhora receita pública);
Conter a deterioração do déficit externo. Trajetórias do PIB mundial e dos preços da Commodities dificultam impulso às exportações (apreciação do dólar pode ser solução administrada);
Reconduzir gradualmente a inflação para a trajetória de metas. Atenção especial aos preços administrados (problema com a demanda de energia no curto prazo e preços administrados de transporte e combustível);
Promover o crescimento da economia. Good news: indústria e serviços tiram o País da recessão.
Pelo lado da demanda, destaque para a recuperação dos investimentos, mas para crescermos de forma sustentada, a taxa de investimentos deveria aumentar de forma significativa de 18,4% para 23,8% do PIB em 2018. Rating do Brasil deve ser mantido pelas agências de avaliação.
AMA COM TUDO!
Desde janeiro de 2013, a AMA vem desenvolvendo os projetos especiais do Rissul, entre eles o seu reposicionamento. Nascia um novo conceito, nova identidade visual e a veiculação da maior campanha conceitual de sua história. Ao final do ano passado, a agência criou a primeira campanha institucional de Natal da rede e, juntos, comemoraram o reconhecimento da AGAS com o prêmio de case de varejo do ano, devido ao crescimento de 109% acima do previsto. Em 2014, vieram novos projetos e novos filmes. Até então o Rissul, que está entre as três maiores redes de supermercado do Rio Grande do Sul, e a AMA mantinham uma relação por demandas e projetos. Agora, acabam de celebrar uma nova etapa do relacionamento com a contratação em definitivo da agência para todas as demandas, autorizações e projetos. “Foram os resultados e a qualidade do trabalho que abriram as portas para nós. Nunca forçamos ou prospectamos o Rissul. Agora vamos gerenciar toda a comunicação da rede e manter a grande estrutura interna do Rissul para enriquecer o nosso conhecimento. AMA e house Rissul juntas de fato para alcançar objetivos cada vez maiores.” diz Zeca Honorato, diretor da AMA.
