Em um país como o Brasil, em um estado como o Rio Grande do Sul (e no mundo todo, mas em menor escala), dependemos de nossos relacionamentos para fazermos negócios. Relacionamentos comerciais são verdadeiras joias. Através deles que obtemos êxito para os nossos projetos.
Conversando com um parceiro de negócios outro dia, falávamos da dificuldade que existe atualmente em utilizar estes relacionamentos como se fazia há até bem pouco tempo. Ocorre que as pessoas mudam muito mais rapidamente de empresas. Se o seu contato muda de uma empresa de telecomunicações para outra da mesma área, tudo bem. O projeto que tinha como potencial parceiro uma empresa deste segmento, pode ser apresentado. Porém, se o seu contato muda de uma empresa de telecomunicações para uma de alimentos? Nem sempre é possível que se faça tamanha adaptação.
Desta forma, os contatos mudaram sua característica, em uma certa medida. Eles eram muito mais “duráveis” em suas posições e empresas. Hoje, se alternam muito mais rapidamente de posição, empresa e até tornam-se eventualmente empreendedores, abrindo o seu próprio negócio.
Um contato, uma relação comercial, sempre será uma relação comercial. Não perde a característica essencial, que é a da confiança recíproca, conquistada através dos anos em negociações sucessivas. Segue sendo uma riqueza, um ativo fundamental na vida de qualquer pessoa. Uma verdadeira rede geradora de negócios e protetora. Porém, as coisas mudaram. É preciso estar atento e reconfigurar o conceito dos relacionamentos. Eles devem se dar a partir de uma perspectiva mais dinâmica, como igualmente mais dinâmicos precisam ser os projetos, com possibilidade de alterações. Desde que não percam a sua essência, é claro. Ou mesmo que um projeto que ia numa direção x acabe sendo vertido para outro, numa direção y, tudo devido aos relacionamentos comerciais. Como sempre, é preciso se estar atento.

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