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A responsabilidade na cobertura das eleições

Ao ler na agenda do Coletiva.net que a Famecos está promovendo um curso de cobertura das eleições 2014, fui estimulado a escrever sobre este …

Ao ler na agenda do Coletiva.net que a Famecos está promovendo um curso de cobertura das eleições 2014, fui estimulado a escrever sobre este tema. Não sobre eleições, mas sobre a preparação para a cobertura deste que é um grande e imperdível evento. Tive algumas experiências nessa área quando era repórter esportivo de Zero Hora nos anos 1980 e fui requisitado para integrar a equipe-base do jornal. Não foi fácil, mas consegui me sair relativamente bem. Por isso, acho importante termos consciência sobre a responsabilidade jornalística de uma cobertura de eleições, de preparar os profissionais para uma jornada que sempre reserva surpresas.

No meu caso, foi uma experiência extremamente valiosa, mas até certo ponto assustadora, porque sempre há o risco de errar. Eu vinha de uma segunda cobertura de Copa do Mundo, desta vez na Espanha, em 1982 e convidado a coordenar uma das, digamos, subsedes eleitorais, em Erechim. Zero Hora dividiu o Estado em várias regiões e para cada uma designou um coordenador, que teria na cidade-pólo uma estrutura básica com computadores, telefone e algumas pessoas formando a equipe de apoio para conseguir os resultados das urnas antes do anúncio oficial. O objetivo era ser mais eficiente do que a Caldas Júnior, que já tinha uma grande experiência e uma estrutura de bons correspondentes nas sucursais do interior.

Hoje, com a evolução tecnológica das comunicações e também do sistema de contagem oficial de votos, o cenário é diferente. Ninguém precisa usar estratégias mirabolantes para dar um resultado na frente do concorrente. O que vai atrair os leitores/espectadores/ouvintes são as pautas criativas, notícias curiosas, reportagens consistentes.  O curso da Famecos é importante para quem tem interesse em ficar atualizado com a legislação, saber como acessar os meios de comunicação oficiais, e também os direitos e deveres dos jornalistas.

Com o advento das mídias sociais, existe uma expectativa para saber como também será a cobertura de blogs e sites pessoais. Enfim, aprender um pouco mais sobre qualquer assunto sempre é uma vantagem ou, mais do que isso, uma necessidade para qualquer profissional de Comunicação. Nós, aqui de fora, esperamos que a cobertura seja, além de isenta, integra e democrática, e também jornalisticamente atraente para estimular nosso senso crítico. Queremos poder, ao final das eleições, aplaudir todos aqueles que dedicaram horas fio e noites de sono para nos proporcionar a melhor informação possível. Então, às urnas! Ou melhor, às pautas!

PS: Como nada é de graça nesse mundo, o curso da Famecos exige um investimento módico: R$ 622 para o público em geral, e R$ 559 para alunos e diplomados da PUC. 

Autor

Julio Sortica

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