Naturalmente, que não poderia me furtar a falar da Copa do Mundo 2014 e de sua campeã, a Alemanha. Conquistaram o título com dedicação, persistência, qualidade, competência e justiça. Voltemo-nos um pouco para eles, então.
Já é sabido que tudo começou em 2000, quando apesar de serem sede da Eurocopa, foram eliminados da competição sem ganhar uma partida sequer e sem marcar nenhum gol. Demais para uma potência. Houve uma profunda reorganização do seu futebol. Profunda mesmo. O futebol alemão foi repensado de forma séria e os objetivos e planos e metas traçados foram seguidos à risca. Isto porque não foram planos traçados de afogadilho, mas resultado de uma profunda reflexão, sem paixões e de forma responsável.
De forma contrastante, o Brasil foi eliminado vexatoriamente, somando 10 gols tomados em 2 jogos. Não é necessário resgatar esta história da eliminação.
O fato que eu destaco é o de que as mudanças geradas no futebol alemão foram resultado de, além de uma análise técnica, uma visão e prática de governo, empresas, federações, cidadãos, de tratarem as coisas com seriedade. Sem passionalidade, pois esta só turva a visão e desvia dos verdadeiros propósitos e razões. O diagnóstico e, portanto, a adoção da cura fica embaçada, se são feitos de forma apaixonada.
Portanto, o que estou dizendo é que o plano implementado no futebol alemão foi nada mais do que a maneira com que eles veem e tratam as suas vidas, o seu país e as instituições. E que, não por acaso são a locomotiva da Europa e um dos países mais ricos e influentes do mundo.
Assim o é que quando ouço que devemos realizar uma profunda reformulação no futebol brasileiros, entendo que esta reformulação deva acontecer não apenas no ambiente do futebol. O buraco é bem mais embaixo.
Como governar o mundo
Fui gentilmente presentado pelo pessoal da editora Intrínseca com um exemplar de um dos maiores pensadores mundiais, Parag Khanna. Ele se sobressai dentre os demais porque consegue reunir conteúdo e leveza, além de uma profunda reflexão sobre o que está sendo feito e uma nova forma de enxergar as coisas.
Como governar o mundo é provocante, instigante e desafia o leitor a ter uma nova visão sobre uma atualidade fragmentada, em que haja uma visão e movimento de diplomacia em um mundo sem fronteiras, no âmbito das novas forças e organizações e no âmbito das relações internacionais. Vale muitíssimo a pena a leitura!

Esta e muitas outras obras de alta qualidade!

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