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Comunicadores-candidatos. Vale um debate?

Qualquer cidadão brasileiro idôneo, em dia com suas obrigações cívicas e eleitorais, pode candidatar-se a um cargo eletivo. Inclusive profissionais de comunicação, sejam

Qualquer cidadão brasileiro idôneo, em dia com suas obrigações cívicas e eleitorais, pode candidatar-se a um cargo eletivo. Inclusive profissionais de comunicação, sejam jornalistas, radialistas, publicitários etc. Salvo raríssimas exceções, a esmagadora maioria garante que pretende ingressar na vida política para desenvolver atividades e propor projetos em benefício da população. Justificam dizendo que com um mandato popular suas ações nos gabinetes ou na tribuna terão mais força. Será?

Além de alguns profissionais que já exercem mandatos, temos quatro novos candidatos mais famosos na comunicação dos pampas em busca deste espaço: Lasier Martins (PDT), ex-RBS, concorre ao Senado; André Machado, ex-RBS (PCdo B) e Bibo Nunes, TVi (PSD), que concorrem à Câmara Federal; e Mauro Saraiva Júnior, ex-RBS (PSDB), a uma vaga à Assembleia Legislativa. Talvez eu tenha esquecido algum nome, mas me fixei apenas em determinados profissionais com larga experiência jornalística.

Outros que já exercem mandato vão tentar se manter no cargo, como Paulo Borges (DEM), que teve dificuldades na última eleição, pois o “Homem do Tempo”  caiu de quase 120 mil votos na primeira disputa para cerca de 36 mil em 2010. Bibo Nunes já foi candidato a deputado estadual pelo PDT, não se elegeu, mas conseguiu o cargo de presidente da Fundação Piratini no Governo de Alceu Collares. Não vou citar outros exemplos, nem fazer balanço de gestão porque não é o objetivo deste espaço. A sugestão aqui é uma pauta.

Independente de empresas, de siglas, de votos ou perspectivas de sucesso, creio que vale sim, incluindo também algum candidato em atividade no Interior, um bom debate entre estes profissionais… Confesso que não sei se a legislação permite. Mas quem sabe alguma entidade, o sindicato, a ARI, ou até mesmo uma empresa de comunicação independente como o Coletiva, pudesse realizar um debate entre estes candidatos. Seria a oportunidade para “tirar uma febre” como se diz, sobre o que pensam, quais são seus planos e projetos para convencer a população a brindá-los com seus votos.

Por favor, sem aquela história de que no exercício de suas profissões defenderam o povo, seja atrás do microfone, ou com espaço em jornais e programa de rádio e TV! Será interessante saber se têm ou não têm projetos consistentes e possíveis de serem aprovados e executados. Nada de sonhos megalomaníacos e ideias mirabolantes que não saem do papel ou sem chances de aprovação.

Sugiro essa pauta como uma contribuição para que se possa fazer uma avaliação adequada da capacidade de representantes da categoria dos comunicadores. E também para ter certeza de que não serão eleitos apenas porque ficaram muito tempo expostos aos olhos e ouvidos do povo e conquistaram audiência por simpatia ou alguma eventual benfeitoria. Será que alguma entidade ou veículo vai tomar a iniciativa de transformar esta pauta em realidade? Estou curioso… em ambos os sentidos.

Autor

Julio Sortica

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