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O que tem lá fora. E aqui dentro.

O que tem lá fora sempre influencia a gente. Seja quando éramos crianças, com medo do que tinha lá fora. Medo de algum “Homem …

O que tem lá fora sempre influencia a gente. Seja quando éramos crianças, com medo do que tinha lá fora. Medo de algum “Homem do Saco”, como na minha infância. Ou de alguma bruxa, algum monstro malvado e feio.

Mas voltando ao lado de fora: depois, ao aproximar-se a nossa adolescência, parecíamos puxados para fora. Para conquistar o mundo, para testar o mundo. Queremos descobrir. Experimentar. E quer coisa mais atraente do que um mundo inteiro lá fora, com uma vida igualmente pela frente? Acho que é a idade em que o mundo e a vida mais nos convocam. Fosse uma seleção, estaríamos sempre no time titular, ocupando todas as 11 posições, se possível.

Mal sabíamos nós que os monstros estão por toda a parte. Lá fora, claro. A sociedade é feita de pessoas, que tem o Mal e o Bem em si mesmas, por definição. Por mais que evoluamos e nos esforcemos para vibrar nos sentidos e sentimentos mais altos e puros, somos humanos. Uma hora o animal brota. E mostra que o que tem lá fora é assustador, mas o que tem dentro de cada um de nós pode ser muito mais.

Entendo que todas as pessoas – me incluo entre elas – têm o potencial para pender para um ou para outro lado. O que notei, com o passar dos anos, é que os monstros mais difíceis das pessoas – me incluo novamente – são os que estão dentro de nós. Nos assombram. Nos trazem maus sentimentos. E, o que é pior, podem acompanhar-nos por uma vida inteira. Muitas vezes sem envelhecer, ao contrário de nós.

Entendo, por outro lado, que temos a possibilidade de usar antídotos, kriptonitas contra estes monstros. O autoconhecimento se revela como uma ferramenta extremamente eficiente contra eles. Quanto mais nos percebemos corretamente, mais estamos aparelhados para lidar com eles. E o autoconhecimento brota de diferentes fontes, muitas foram as encontradas ao longo da vida. Pode ser terapia psicanalítica, budismo, filosofia, não importa. Se o objetivo de conhecer-se a si mesmo é atingido, os monstros também o são.

E a outra forma, o outro antídoto, é o amor. Porque ele jorra de uma fonte infinita, nos traz uma energia maravilhosa. Uma luz, que desfaz a escuridão onde os monstros costumam se esconder. É luz, é amparo, a coisa mais maravilhosa que se pode ter para enfrentar a vida. Com todos os seus monstros, seus percalços, buracos, perdas e – é claro, sempre – ganhos. Porque o amor também sabe ser parceiro da celebração, da vitória e da evolução. Como

Tolstoi

Recebi por gentileza da Globo Livros a biografia de Tolstoi. Liev Tolstoi. Um homem muito conhecido em sua grandeza literária, por ter escrito Guerra e Paz e Anna Karenina, entre outros. Mas em sua esfera biográfica, pouco conhecido. Sua estatura dentro da Rússia durante a sua vida, até sua morte, em 1910. Ou o fato de ter ficado órfão de seus dois pais aos 8 anos de idade, o que certamente impactou toda a sua vida e visão de mundo. Leitura impactante e atraente, para conhecer um pouco mais deste gênio, página por página. Estou lendo e recomendo!

Este e muitos outros títulos interessantíssimos você pode encontrar em www.globolivros.globo.com

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Autor

Flavio Paiva

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