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A casa do amor

Há dias em que a casa do amor Está toda despedaçada Muro caído, janela quebrada Pratos pelo chão   Parece o inferno na Terra …

Há dias em que a casa do amor

Está toda despedaçada

Muro caído, janela quebrada

Pratos pelo chão

 

Parece o inferno na Terra

Cenário de amor

Hoje guerra

Desilusão

 

A hora é do olhar profundo

Um suspiro que se ouve por todo o mundo

Uma dor que geme lá dentro

E chora sem piedade

Não há mais raiva

Não há maldade

Só desolação

 

Mas havia tijolinhos

Argamassa de amor

Ternura, restou um pouquinho

 

E assim, das sombras e dos escombros

Reconstrói-se, ombro a ombro

O chalé do amor

Obra difícil

Feita com todo o cuidado

De um jeito delicado

Poesia

Que com o tempo e com as luas

Vai tratando os machucados

 

Dia a dia, tijolinho

Cimento de carinho

Ergue as paredes de nós dois

 

Reconstruímos a morada

Da minha e da tua alma

Vai ficar ainda mais bonita

Mais forte

Precisa acabamentos

De compreensão, perdão e entendimento

Nas noites de frio e vento

Aninharmos amor

Autor

Flavio Paiva

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