Há dias em que a casa do amor
Está toda despedaçada
Muro caído, janela quebrada
Pratos pelo chão
Parece o inferno na Terra
Cenário de amor
Hoje guerra
Desilusão
A hora é do olhar profundo
Um suspiro que se ouve por todo o mundo
Uma dor que geme lá dentro
E chora sem piedade
Não há mais raiva
Não há maldade
Só desolação
Mas havia tijolinhos
Argamassa de amor
Ternura, restou um pouquinho
E assim, das sombras e dos escombros
Reconstrói-se, ombro a ombro
O chalé do amor
Obra difícil
Feita com todo o cuidado
De um jeito delicado
Poesia
Que com o tempo e com as luas
Vai tratando os machucados
Dia a dia, tijolinho
Cimento de carinho
Ergue as paredes de nós dois
Reconstruímos a morada
Da minha e da tua alma
Vai ficar ainda mais bonita
Mais forte
Precisa acabamentos
De compreensão, perdão e entendimento
Nas noites de frio e vento
Aninharmos amor

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial