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2012 – ano da liga?

Disseram que 2012 seria o ano do fim do Mundo. Até agora (talvez como diria aquele sujeito caindo do vigésimo segundo andar, passando pelo …

Disseram que 2012 seria o ano do fim do Mundo. Até agora (talvez como diria aquele sujeito caindo do vigésimo segundo andar, passando pelo oitavo e prestes a se esborrachar no chão), tudo bem. Mas claro que só poderei confirmar a minha opinião (de que em 2012 o Mundo não vai acabar) no dia primeiro de janeiro de 2013.

Terminou o caminho para Ricardo Teixeira, que depois de mais de duas décadas atuando na CBF decidiu pendurar as chuteiras. Até as pedras da rua sabem que ele seguirá sendo a personalidade mais influente na entidade. Porém, sai a pessoa Ricardo Teixeira. Sincera e infelizmente, não acredito que haverá mudanças mais significativas no futebol brasileiro. Teremos, como se diz, mais do mesmo. O baile segue, a banda toca.

E o que dizer do momento do futebol brasileiro? Ele estaria pronto para a formação de uma liga profissional. Há um momento de enfraquecimento das estruturas autoritárias e cartorialistas que dirigem o futebol há muitas décadas. Entretanto, este momento não vai durar. Daqui a pouco a coisa se reorganiza e de novo o sistema seguirá moendo carne. Seria o momento da criação de uma liga. Mas o que precisaríamos para isto? De uma entidade. Seria o auge do Clube dos 13, sepultado exatamente pelos clubes, que são os que mais precisam dele neste momento. Seria irônico se não fosse trágico. E numa certa forma, ridículo.

Acompanhei de perto a implosão do Clube dos 13. Como muitos, sabendo onde isto chegaria. Os clubes fizeram o favor às emissoras de TV de enfraquecerem seu poder cooperativo e se tornarem partículas, ao invés de se tornarem um composto poderoso. Agora, os clubes de futebol brasileiros parecem efetivamente partículas desordenadas, guiadas pelo que Sigmund Freud chamava de o Princípio do Prazer. A falta de um líder catalisador, capaz de aglutinar em torno de si os clubes e federações do futebol brasileiros, beira ao escândalo. Quem vai conduzir os nossos clubes para a verdadeira profissionalização? Para a consolidação de uma liga? Para uma gestão de clubes e entidades que privilegie o torcedor e seus clubes, de forma verdadeira?

Esperemos. E oremos. Mas, antes de tudo, nos mobilizemos. Somente a mobilização das pessoas conduz às mudanças. O poder – ao contrário da opção feita pelos clubes de futebol brasileiros ao terminarem com o Clube dos 13 – vem da união de esforços, interesses e ações. Senão, será sempre a velha – e desafinada – canção tocando no futebol brasileiro.

Autor

Flavio Paiva

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