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Aldeia Global? Conversa!

As distâncias diminuíram drasticamente nas últimas décadas. Há 40 anos, fazer uma viagem internacional era uma aventura que durava dias. Falar ao telefone, há …

As distâncias diminuíram drasticamente nas últimas décadas. Há 40 anos, fazer uma viagem internacional era uma aventura que durava dias. Falar ao telefone, há 30 anos, uma gincana. Hoje, falamos por smartphones, redes sociais, internet, empresas de VOIP, todas as ferramentas disponíveis. Nesta caso, vivemos a grande aldeia global profetizada por McLuhan.

Mas e no futebol? No futebol temos alguns rascunhos de aldeia global. Os continentes realmente se encontram no Campeonato Mundial da Fifa, ao final de cada ano. Mas isto é muito pouco. Dentro dos continentes os clubes batalham entre si. Há competições como a Copa Libertadores da América, a Eurocopa e outros torneios. Porém, não há um campeonato de integração entre os times de futebol ao redor do planeta. A exemplo do que ocorre com a Copa do Mundo de Futebol, que teremos em 2014 no Brasil.

Por quê não termos um torneio que envolva alguns cubes brasileiros, alguns clubes europeus (espanhóis, italianos, portugueses, alemães, franceses, etc), alguns clubes africanos, asiáticos? O futebol já está maduro o suficiente, bem como a tecnologia. E não venham me dizer que não haveriam anunciantes interessados.

Alguns dirão: bem, mas não há calendário disponível. Ora, faça-se o calendário. Quando há interesse não se dá um jeito? Acho que é o caso. O campeonato seria uma atração galáctica, como dizem. Seria a consolidação de uma real aldeia global do futebol. Dirão que já há uma aldeia global, pois vemos competições disputadas no mundo todo, em tempo real se quisermos. Repito o título: aldeia global? Conversa! Porque assistimos sim aos jogos em tempo real. Mas não há integração entre eles. Esta integração só acontece ao final do ano, no Campeonato Mundial Interclubes. Entretanto, são poucos jogos e que não traduzem congregação, uma real integração. Ou então há a Copa do Mundo, de seleções. Mas esta é restrita às seleções e ocorre a cada 4 anos. Ou seja, no quesito aldeia global futebolística, vivemos tempos pré-históricos, em que a distância entre os continentes permanece muito grande. Precisamos reeditar a pangéia (para os que não sabem ou não lembram, seria o continente uno que deu origem – ao se fragmentar – aos demais continentes (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pangeia).

Naturalmente sei que não é uma tarefa fácil modificar os calendários das competições de todos os continentes. Tarefa para alguns anos, provavelmente. Mas vamos ver: há realmente a necessidade de o nosso campeonato brasileiro ser disputado durante 8 meses, por exemplo? Não creio. E provavelmente encontraremos brechas nos calendários dos outros países.

Imaginem o grau de envolvimento das torcidas, o nível de exposição das marcas de material esportivo e patrocinadoras, dos jogadores, o volume de viagens/turismo que geraria, a arrecadação de tributos. Este Campeonato Pangéia poderia ocorrer de forma itinerante, sendo realizado ora em um país/continente, ora noutro. A idéia seria a da realização de um campeonato anual. Será a oportunidade inclusive de ampliarmos a unificação da legislação do futebol mundial, em todos os seus aspectos.

Alguns estão torcendo o nariz neste momento, imaginando que é um projeto inviável, por todo o volume de processos, entendimentos e negociações necessários. Contraponho a estes que se todos pensassem assim, não teríamos as fantásticas evoluções da humanidade. Estaríamos andando a cavalo ou em diligências. Voar, nem pensar. Não teríamos ido à lua, não teríamos Internet (onde você, caro leitor, está tomando contato com esta idéia). É necessário, antes de tudo, ousadia. Coragem. Assertividade. E, claro, uma boa dose de sonho.

Dica de livro:

Retomando as dicas de leitura, acabo de receber da Editora Record, através de seu selo BestBolso, o livro “40 contos escolhidos de Machado de Assis”. O autor, naturalmente dispensa apresentações. Porém, os contos de fato foram muito bem escolhidos. Uma leitura atraente, que prende a atenção de forma que Machado de Assis sabe fazer com maestria. Com andamentos e finais com ritmo e inesperados, em alguns contos. Além disto, o selo Best Bolso faz edições pocket, de forma a facilitar o transporte do livro para qualquer lugar. Recomendo a leitura!

Entre no site da editora e conheça este e vários outros títulos! http://migre.me/6gRg9.

Autor

Flavio Paiva

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