Mensagem apocalíptica ou realidade? Ou ainda… estou tomando sopinha de garfo? Nada disto. O fim do futebol não é algo previsto, nem aqui nem em qualquer país do globo terrestre? Mas então eu fiz esta manchete somente para atrair a leitura? Sim e não?
Claro que quero muito mais leitores, quero compartilhar meu ponto de vista e ouvir o que os amigos leitores têm a dizer. Difundo meu ponto de vista, recebo as críticas e pontos de vista diferentes e chegamos em uma síntese. Só assim é que se evolui.
Por outro lado, é uma manchete bombástica para uma modalidade que antes reinava de forma absolutamente soberana. Claro, não há dúvida de que o futebol foi e ainda será por muitos anos a modalidade dominante no Brasil. Aí estão relacionados vários motivos, como a simplicidade de suas regras, a pequena exigência de material para a sua prática (na realidade, são necessárias apenas a bola e quatro pedras para marcar as duas goleiras), o fato de o país ser ainda hoje uma potência no futebol, etc. Mas o fato – e é este o motivo da manchete – é que o futebol vem perdendo espaço para outras modalidades. Dentre elas, podemos destacar o rúgbi, o golfe, os rodeios, as corridas de automóveis (em especial a Fórmula Indy), as provas de rua (maratonas, meias-maratonas) e as lutas do UFC. Philip Kotler em seu livro Marketing Esportivo já previa, anos atrás, que a organização ia determinar a preferência de novos torcedores por modalidades esportivas (do meu ponto de vista, uma visão um pouco radical, mas acertada em certa medida).
Agora mesmo, estamos vivendo um fenômeno interessante: na principal prova de rodeios dos Estados Unidos (a Build Ford Tough Series (BFTS)), os três primeiros colocados são brasileiros. E com grandes chances de chegarem ao título. São eles um paulista (Silvano Alves), um goiano (Valdiron de Oliveira) e um acreano (Robson Palermo), respectivamente em primeiro, segundo e terceiro lugares na competição. (Matéria da BBC em http://migre.me/5PR1W)
Organização. Que resulta em excelência. Que resulta em conforto. Que resulta em relação custo-benefício justa. Que resulta em espetáculos atraentes e momentos de entretenimento e prazer. E que resulta, ao final e ao cabo, em maior audiência, seja ela nos estádios, seja ela nos veículos de comunicação. Isto tudo ainda falta ao futebol brasileiro. Acredito realmente que evoluímos neste quesito. Os estádios de futebol já estão muito melhores do que eram. Porém, isto não é igual a estarem minimamente bons. Onde estacionar com conforto, segurança e preço justo quando se vai a um estádio de futebol? Onde comer bem e com preço razoável? E, finalmente, onde assistir ao jogo de forma realmente confortável e igualmente pagando um valor adequado? Ainda temos muito a navegar.
O futebol só terá seu fim se quiser. Se seus dirigentes, sejam no Brasil ou no mundo não conseguirem planejar a longo prazo. Se não pararem de adotar estratégias de curtíssimo prazo. Não há mais espaço, nos clubes de futebol, para o pensamento de que o que a oposição fez estava errado, que só a nova direção tem os acertos e o ovo de Colombo. Chega de rachas políticos que inviabilizam agremiações. Além de ultrapassado, é um pensamento limitadíssimo, pois inviabiliza a própria organização. Parafraseando algumas igrejas, lhes digo: somente o planejamento salva. Organização, profissionalismo, controle, planejamento, técnica e competência. Não há salvação fora disto. Ou isto, ou então… oremos, irmãos.

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial