Antes de começar a escrever no Coletiva, combinei com o Vieira que, preferencialmente, eu falaria sobre a área de jornalismo e comunicação social em geral. Bem que tentei. Mas minha dispersão diante do computador e do mundo fez com que eu cometesse bem poucas colunas dentro do combinado . E hoje, novamente, fujo do que deveria ser o objetivo deste espaço para uma curtíssima croniqueta.
Nesta sexta, enquanto estas linhas estiverem sendo postadas na grande nuvem internáutica, estarei, se Deus quiser, acompanhando a alta hospitalar do meu pai, no Hospital Santa Rita, após a cirurgia que vai tentar deter o avanço do câncer de próstata que ele tem há décadas.
Até agora, seo Waldemar Bairros vinha fazendo uma quimio trimestral com injeção de gosserrelina e segurando a alta do PSA mas, há algum tempo, essa medicação vem deixando de funcionar. E antes que a coisa piore, decidimos apostar na recomendação da equipe do dr. Dante Sicca Filho de realização da cirurgia.
Então, enquanto escrevo aqui, tento amarrar minha ansiedade e enterrar bem fundo meus medos e fazer de conta que sou uma filha moderna, articulada e com tudo sob controle. Pais, como todo mundo sabe, são fundadores. Mesmo que estejam já naquela fase da vida em que até levantar da cama é um custoso e doloroso exercício, permanecem sendo a base, a segurança, o pilar. E eu preciso muito, no momento, um dos integrantes deste pilar continue em pé, firme e forte. Pelo menos por mais um tempinho, aqui, perto de mim e de meus filhos.
