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A China planta a bandeira brasileira

Sim, quem deu o alarme foi o Clarin, de Buenos Aires, reclamando contra as bandeiras argentinas adulteradas importadas da China e vendidas em lojas …

Sim, quem deu o alarme foi o Clarin, de Buenos Aires, reclamando contra as bandeiras argentinas adulteradas importadas da China e vendidas em lojas e nas ruas. No Brasil, a situação não é diferente. Elas invadiram o país com a Copa de 2006, e não atendem às determinações da legislação: têm tamanho menor, apenas uma face bordada, e metade do preço das nacionais.

Fincar a bandeira é sinal de conquista. Por enquanto, não é a vermelha com estrelas, mas a China já é o segundo parceiro comercial da América Latina, logo abaixo dos EUA.

Em retrospectiva, El País lembrou que durante 300 anos Espanha e Portugal dominaram a América Latina. No século XIX, as nações declararam independência, mas o Reino Unido exerceu seu poder vendendo à região produtos manufaturados em troca de matérias-primas. O século 20 teve o predomínio americano, só questionado durante algumas décadas pela URSS. O século 21 foi a explosão da China no subcontinente, que cresceu e passou pela crise mundial sem muitos estragos devido às vendas de petróleo, minerais e grãos ao gigante asiático.

O presidente da China, Hu Jiuntao, fez algumas visitas à América Latina nos últimos seis anos para promover o comércio e animar as granded empresas de seu país a associarem-se a empresas regionais. Na primeira visita de Hu Jiuntao, ele prognosticou que o comércio bilateral alcançaria US$ 100 milhões em 2010. E já nos nove primeiros meses de 2010 foram anunciadas nove grandes operações, grandes operações, incluindo a ampliação de capital da Repsol do Brasil pela estatal chinesa Sinopec.

Mas, além de matérias-primas e empresas estratégicas, a China quer mais: terras para plantar e cultivar seus próprios grãos, e sua extrair suas próprias matérias-primas. Sobre isto, o Brasil limitou este ano a venda de propriedades a estrangeiros, mesma medida que deverá ser adotada pelo Uruguai e pela Argentina.

O diretor de Comércio Internacional do Brasil, Luiz Fernando Antonio, reconhece que o ferro, a soja e o petróleo concentram 80% das exportações brasileiras, enquanto importa produtos eletrônicos e máquinas. O conflito não está só no que a América Latina importa, mas também nos danos que tais importações provocam nas indústrias. A China, diz Antonio, deve evitar que se chegue a um ponto em que as exportações signifiquem o desaparecimento de empresas e empregos industriais.

Autor

Iara rech

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