Apesar da forte presença das redes sociais no dia a dia, os sites e blogs não apenas resistem, mas ocupam um papel central na jornada de consumo de informação. A pesquisa da Locaweb revela que 42% dos brasileiros têm esses canais como suas principais fontes de informação, mesmo em um contexto dominado por feeds algorítmicos, vídeos rápidos e conteúdos passageiros.
Os dados fazem parte de um estudo da Locaweb, especialista em hospedagem de sites, que buscou entender como usuários de diferentes contextos se relacionam com os websites. A pesquisa apurou tanto em termos de consumo quanto de percepção de valor frente a outras plataformas.
Além do papel central como fonte de informação, o levantamento mostra que o consumo de páginas na web é bastante diversificado em termos de conteúdo. Fora de redes como Instagram e TikTok, as pessoas ouvidas acessam, principalmente, entretenimento (60,4%), notícias e atualidades (59%) e tecnologia (58,8%). Tópicos como turismo, esportes, gastronomia e finanças também figuram entre as categorias de páginas mais visitadas no país.
Conteúdo aprofundado
De forma geral, o estudo destaca que, em 2026, o uso de sites e blogs está fortemente ligado à procura por mais profundidade e intenção de busca. Entre os entrevistados pela marca, 68% afirmaram recorrer a esses canais durante o aprofundamento em temas de interesse, enquanto 5 em cada 10 os utilizam com mais força nos momentos de compra e durante as horas de estudo ou capacitação.
Enquanto as redes sociais são associadas pelos internautas à descoberta rápida de conteúdos, as páginas na internet aparecem como espaços voltados ao aprofundamento, consulta e validação de informações. Trata-se de uma percepção confirmada em outras respostas: 68,4% dos brasileiros ouvidos, por exemplo, apontam a profundidade como principal vantagem desses canais, seguida pela credibilidade (61,8%) e organização da informação (51,2%).
Para Lívia Lampert, Head de Growth na Locaweb, o comportamento do usuário reforça como os sites permanecem estratégicos para as empresas e novos negócios. “O brasileiro não abandonou os sites e navega de forma mais consciente e intencional. As redes sociais cumprem um papel de descoberta e entretenimento rápido, mas quando se trata de buscar informações de qualidade, tomar decisões ou aprender algo, o movimento mais comum é recorrer aos sites e blogs”, comenta.


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