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Nuvens negras sobre 2011

Couberam ao Financial Times e à Folha de S. Paulo as análises mais lúcidas sobre a economia brasileira no próximo ano. Sem ser catastrófica, …

Couberam ao Financial Times e à Folha de S. Paulo as análises mais lúcidas sobre a economia brasileira no próximo ano. Sem ser catastrófica, a listagem dos dois jornais leva a uma reflexão séria.

1) A petista e o tucano falam de sua condição de economistas, mas pouco ou nada se sabe sobre o que pretendem fazer a respeito das políticas fiscais, de administração de receitas e gastos públicos.

2) Falou-se “en passant” em política monetária, de controle dos juros e da inflação; e cambial, referente à relação do Real com a moeda de outros países.

3) A preocupação mais imediata é com a credibilidade do orçamento federal. Desde o ano passado o governo não tem conseguido cumprir as metas de superávit primário, ou seja, a parcela de arrecadação de impostos e outros recursos para abater a dívida pública.

4) Segundo pesquisa do Banco Central, o mercado não acredita no superávit anunciado de 3,3% do Produto Interno Bruto em 2011. As projeções dos especialistas, que convergiam para 3% até julho, hoje estão em 2,8% do PIB. A diferença em relação à meta é de quase R$20 bilhões, ou um ano e meio de Bolsa Família.

5) Os candidatos, no entanto, têm proposto redução de tributos e aumento de gastos. Serra, na promessa mais cara da campanha, disse que vai elevar o salário mínimo a R$ 600 e reajustar em 10% as aposentadorias de maior valor. Dilma fala em reduzir a contribuição à Previdência.

6) As previsões para a inflação também se distanciaram da meta final –  4,5% medidos pelo IPCA – ao longo do período eleitoral. Passaram de 4,8% para 4,98% estimados no início da última semana. Cresce, portanto, o risco de um aumento de juros para conter a alta do consumo e dos preços para o mercado.

7) Outra ameaça é o crescente déficit nas transações de bens e serviços com o exterior, resultado da baixa taxa nacional de investimento e da queda das cotações do dólar, que prejudicam as exportações e estimulam os importados.

Autor

Iara rech

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