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Mulher-banana, este fenômeno

As mulheres brasileiras “em destaque” fazem por merecer as manchetes ou quase isso. Weslian Roriz, a mulher-laranja, além de querer agradar ao benhê dela, …

As mulheres brasileiras “em destaque” fazem por merecer as manchetes ou quase isso. Weslian Roriz, a mulher-laranja, além de querer agradar ao benhê dela, agora quer mandar tirar suas bobagens do youtube. Magoou, a coitadinha. Deve estar com medo de não ganhar a mesada este mês.

A escroque Tânia Bulhões, mulher-bergamota, que tem uma loja muito cheirosa e imitando aquelas boticas do século retrasado num dos nossos shoppings, fez acordo com a lei: em troca de revelar todos os seus podres e os de alguns amiguinhos, quer desfrutar desta empulhação vergonhosa a que se deu o nome de trabalho voluntário. Só acredito na boa vontade dela se ela aceitar lavar o chão de banheiro de rodoviária.

Monique Evans, a mulher- uva passa, posa para fotos segurando os peitos para que não caiam diante da câmera (duvidam? Espiem a Follha de São Paulo aqui), saiu daquele circo de quinta categoria chamado A Fazenda, da Record, por decisão do distinto público. Então, do alto de sua importância, declarou, peremptória: “ninguém merece aquela turma.”

Marina Silva, nossa mulher- melancia mais famosa (verde por fora, vermelha por dentro etc) teve um ataque de Pôncio Pilatos e lavou as mãos calejadas: “que se virem os competidores, afinal eu tenho a força” – opa, isso é do He-Man, desculpem. Ta se achando, a morena, hem!

Já a “noiva” do ex-goleiro Bruno, Fernanda de tal, uma autêntica mulher-mamão mofado, como prova de fidelidade ao mais novo grande amor bandido de sua vida teve outro mal-estar junto com ele. Esó não se declarou grávida, como antes, porque os seus neurônios disponíveis se esgotaram com as maldades feitas a Eliza Samúdio. Mas ela continua usando água oxigenada para ficar loira: presa, porém vaidosa.

Pepita Rodrigues, a mulher-jaca pelo tamanho do rosto atual – aquela, que foi atriz, tinha uma cara engraçada e hoje tem uma cara apavorante – jura que o filho, Dado, é um sujeito do bem. O dandão, que bate em mulher, sempre tem mais uma que quer apanhar dele e esconde maconha no buraco de botar gasolina do carro. Mas nunca vai preso, um fenômeno de mamã.

E Dilma. Bem, Dilma, cuja aparência e atitude não cabem mais em qualquer fruta, pois a jaca já tem dona, continua firme sobre uma das pernas, sendo defendida por caras de moral ilibada da República da Lulândia. E segue jurando que nunca, mas nunca na vida, disse que foi a favor de aborto. Provavelmente ao torcer o pé, teve uma amnésia abrupta que apagou de sua memória tanto o vídeo do debate em que diz exatamente o contrário como a entrevista para a revista Marie Claire em que igualmente defende o que ela classifica de “procedimento de saúde pública”.

Cabe, aliás, a Dilma, a invenção do mais cínico bordão de todos os tempos dentro e fora de campanha política: “eu sou a favor da vida”. Ouviram tímpanos tocando como fundo para tão bombástica frase? Melhor que esta, só isso: “eu tive uma experiência espiritual muito forte quando meu neto nasceu”.

Não me admira, portanto, que, em meio a tantas sumidades feminis destes brasis, uma antiga colega de lides jornalísticas tenha respondido de maneira muito interessante a um comentário meu sobre um oportunista. Um rapaz, da velha e desbotada gauche-caviar que mama direto no capitalismo com seus “trabalhos artísticos” mas escreve em seu blog como um verdadeiro rebelde. Nossa querida colega, uma pessoa bem intencionada como todos que a conhecem sabem, defendeu, com carinho, os pais do moço, que foram militantes devotos da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, aquele partido que “asdireita” dos militares criaram no arremedo de democracia. Tudo em nome da bondade, da inclusão social, da fraternidade que o PT e especialmente Lula implantaram no Brasil e que teriam motivado o rapaz a ter rompido, zás, com a família reacionária.

Viva, então, o mulherio alucinado deste país. Eu, inclusive. A mulher-limão, assumidamente.

Autor

Maristela Bairros

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